Pisando no calo

O saldo mais significativo do salão do automóvel é a presença de novos figurantes no palco trazendo soluções tecnológicas de última geração

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postado em 27/10/2012 13:33 Boris Feldman /Estado de Minas
O que não falta (como sempre) no Salão do Automóvel de São Paulo (no Parque Anhembi até o dia 4 de novembro) é bicho-papão: tem Ferrari, Aston Martin, Lamborghini, Maserati, Porsche e outros colírios para os olhos dos apaixonados, provocação para os endinheirados.

Mas o salão deste ano foi muito além ao registrar presença recorde de altos executivos e presidentes mundiais das maiores empresas do setor: nosso evento adquiriu importância internacional e passou a integrar o refinado circuito composto por Genebra, Paris e Frankfurt, os mais prestigiados do mundo. Prova disso é que o de São Paulo foi o primeiro – fora da trinca – a receber na véspera da abertura megafesta da Volkswagen com presença de todas suas marcas de automóveis, motos e caminhões. Além disso, a empresa convidou 150 jornalistas de vários países para o evento organizado pela matriz na Alemanha: até as recepcionistas vieram da Europa.

Esse upgrade no Parque Anhembi é uma óbvia consequência do fato de o nosso mercado ter conquistado a quarta posição no ranking mundial e estimar vendas de quatro milhões de veículos em 2013.

Se salão atrai pelas estreias, não dá para reclamar dos estandes montados no Anhembi: cada marca, nacional ou importada, tem como cereja do bolo pelo menos um novo modelo ou um belo conceito. Até novidades internacionais estão sendo apresentadas em São Paulo. Sem contar as estrelas nacionais de alto calibre, os compactos produzidos nas novíssimas fábricas da Toyota em Sorocaba (Ethios) e da Hyundai em Piracicaba (HB20). Outros estandes que atraem o público são os chineses que, além de novos modelos com sua apelativa relação custo/benefício, confirmaram fábricas no país: Jac, Chery, Haima e Changan. E, se há controvérsias em relação a qualidade e durabilidade desses asiáticos, marcas europeias insuspeitas também anunciaram investimentos industriais no Brasil: BMW, Mercedes e Land Rover.

Mas, no frigir dos ovos, o saldo mais significativo a se contabilizar no salão é a presença de novos figurantes no palco com soluções tecnológicas de última geração pisando no calo dos nossos tradicionais e paquidérmicos fabricantes, acomodados há décadas em berço esplêndido. Para não ir muito longe, basta lembrar que os coreanos da Hyundai não hesitaram em trazer seu compacto HB20 com o primeiro motor que leva a sério o conceito de down-sizing (redução de cilindrada) no Brasil. Um motor 1.0 de três cilindros com desempenho semelhante ao de motores 1.3 ou 1.4, baixo consumo e reduzido nível de emissões. A Volkswagen sentiu a pisada coreana e tem lá em seu estande, discretamente, como quem não quer nada, o up!, compacto recém-lançado na Europa e que já tem produção confirmada no Brasil dentro de dois anos. Adivinhem com qual motor? Um três cilindros, 1.0, com a mesma potência do motor do HB 20.
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