Papo de roda - Turbo: mude a sua cabeça...

O turbo representa o aproveitamento de uma energia que era, até então, literalmente jogada fora pelo escapamento

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postado em 22/12/2012 20:30 / atualizado em 22/12/2012 20:34 Boris Feldman /Estado de Minas
Marlos Ney Vidal/EM/D.A PRESS
Se você pensa que carro turbinado combina com boy ao volante pisando fundo no acelerador, então, mude a sua cabeça, pois você ainda vai ter um... Tudo por causa de uma tendência mundial em reduzir o tamanho dos motores para menor consumo e emissões. Tem até nome chique em inglês: downsizing. Os engenheiros foram instados a se debruçar sobre as pranchetas e computadores para desenvolver tecnologias que aumentem a eficiência e arranquem cada vez mais potência com cilindrada cada vez menor. As duas novidades que mais emplacaram foram a turbina e a injeção direta. A vantagem do turbo é ser acionado pela pressão dos gases de exaustão. Ou seja, um energia até então literalmente jogada fora pelo escapamento. Mas, se é tão eficiente, por que não era aplicada em todos os automóveis? Porque o turbo é caro. Utiliza materiais nobres, pois gira a cerca de 100 mil rpm. Por enquanto, é utilizado na maioria dos motores a diesel e em automóveis esportivos e sofisticados. Mas o downsizing acelerou a presença do turbo para compensar a menor cilindrada e, assim, ele será produzido em volumes cada vez maiores com custos de fabricação cada vez menores. O principal problema do motor flex é ter que funcionar com dois combustíveis de características diversas, como o etanol e a gasolina. Devido às suas propriedades físicas, o álcool exige uma elevada taxa de compressão para oferecer máxima eficiência. Mas a gasolina não suporta essa mesma taxa, o que obriga os engenheiros a trabalhar com taxas médias, mesmo contando com a decisiva colaboração da eletrônica para ajustar o motor aos dois combustíveis. Se fosse possível variar a taxa de compressão, tudo seria diferente e o flex seria muito mais eficiente, reduzindo o consumo do etanol e da gasolina. Entra aí a vantagem da turbina para o motor flex, pois ela pode ser ajustada, durante o funcionamento do motor, para aumentar ou reduzir a pressão do ar injetado, o que corresponde a uma variação da própria taxa de compressão. Isso significa que o turbo poderá contribuir duplamente para tornar os motores mais eficientes. Em primeiro lugar, permitindo o downsizing, ou seja, compensando a menor cilindrada com maior eficiência. É por isso que já estão lançando - nos EUA - motores de quatro cilindros para substituir os antigos V6. E sem perder potência. Na Europa já existem motores de apenas três cilindros desenvolvendo mais de 100cv graças ao turbo. Em segundo lugar, a turbina pode ser considerada sopa no mel dos motores flex, pois permitiria, ao variar sua pressão, ajustar o motor para queimar com eficiência tanto etanol quanto gasolina. O flex deixaria de ser um "quebra-galho" com elevado consumo para competir com os modernos motores que equipam os melhores automóveis do Primeiro Mundo.
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