PAPO DE RODA

O motorista sumiu

O que se desenvolve para o futuro: um computador sobre rodas ou um automóvel controlado pela eletrônica?

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postado em 22/06/2013 18:20 Boris Feldman /Estado de Minas
Conhecem a piada do avião do futuro, que terá na cabine apenas o piloto e um pit bull? O cachorro é para morder a mão do piloto se ele ameaçar tocar em qualquer comando. O piloto é para dar comida ao cachorro...

O peso da eletrônica em aviões e automóveis já ameaça a presença do homem atrás do manche ou do volante. E, por incrível que pareça, é mais fácil o computador levar um avião sem piloto de um continente a outro que um automóvel sem motorista de casa até a mercearia. No céu não tem pedestre que atravessa a rua, esquina com outros veículos cruzando, nem estradas com várias faixas de rolamento.

A simbiose entre informática e mecânica chegou a um ponto que hoje não se sabe mais qual indústria desenvolve o carro do futuro: um computador sobre rodas pela da informática, ou um automóvel dirigido pela eletrônica, pela automobilística.

O Google está avançado no desenvolvimento do automóvel “autônomo” e imagina que dentro de cinco anos será possível comercializá-lo.

Os engenheiros alemães, que desenvolvem a mais sofisticada eletrônica veicular aplicada nos luxuosos modelos da Audi, Mercedes e BMW, duvidam desse prazo. Seus top of line já oferecem dezenas de equipamentos que assumem o comando, mantendo distância mínima do carro da frente, conduzem o veículo nas curvas, impedem o motorista de mudar de faixa se houver perigo, freiam o carro se a batida frontal for iminente e até sugerem parar para o cafezinho ao perceber que ele está sonolento. Eles já experimentam também o automóvel autônomo, mas alegam ainda ter de superar muitas barreiras. Uma das principais dificuldades é de dotar o computador com a mesma sensibilidade que o homem para decidir o que fazer diante de determinadas situações. Se o automóvel “autônomo”, por exemplo, segue pela faixa da direita na estrada de duas pistas, logo atrás de um outro na do meio, e este reduz a velocidade, o computador também o desacelera, pois foi instruído para não ultrapassar pela direita. Mais cautelosos, os alemães estimam uma década para chegar ao showroom.

Existem outras questões a serem resolvidas, inclusive a jurídica. Quem é responsável no caso de um veículo conduzido por piloto automático se envolver num acidente? O dono ou o fabricante?

Um sistema desenvolvido pela Audi permite que o motorista desça na porta do restaurante e o carro busca sozinho uma vaga no estacionamento e o encosta. Depois do almoço, o dono aperta um botão no controle remoto e o carro vem de volta. Só não é desemprego a curto prazo para os valets porque o sistema exige que o estacionamento esteja também eletronicamente equipado para a operação. E aí está o maior problema para viabilizar o automóvel autônomo: o custo de toda essa parafernália.
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