Papo de roda: Chatonautas

Os impostos continuam nas alturas, mas bastou o dólar valorizar para jogar por terra os argumentos dos chatos da internet

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postado em 21/09/2013 15:44 Boris Feldman /Estado de Minas
“E agora José?” Não faz muito tempo que circulavam pela internet vários textos comentando os preços absurdos dos automóveis no Brasil. Que o importado era tabelado aqui pelo dobro ou triplo de seu preço na Europa ou EUA. O nacional, exportado e vendido pela metade no México. Não se considerava que a supervalorização do real e os elevadíssimos impostos distorcem qualquer comparação do gênero. Os impostos continuam nas alturas, mas bastou o dólar valorizar para jogar por terra os argumentos dos chatos da internet.

Um bom exemplo é a nova geração do Golf que a Volkswagen começou a importar da Alemanha, antes de fabricar no Brasil. A versão Highline, com motor 1.4 turbo, injeção direta, sete airbags, sistema start-stop, ABS, controle eletrônico de estabilidade (ESP) e outros mimos, chega aqui por R$ 68 mil. Na Alemanha custa cerca de 21 mil euros. Que, multiplicados pela nova cotação da moeda europeia (três reais), chegam perto de seu preço no Brasil. Entenderam por que o sumiço dos chatonautas?

Em família... Por falar em novo Golf, ele será produzido em São José dos Pinhais, no Paraná. Vai substituir o antigo modelo (quarta geração, o atual está na sétima), produzido lá desde a inauguração da fábrica, em 1999, simultaneamente com seu primo rico, o Audi A3. A história se repete, pois o novo A3, que também divide plataforma com o Golf VII, volta a ser montado lá. Curiosidade: ao ser inaugurada, a fábrica era uma sociedade entre VW (79%) e Audi (21%). Quando deixou de produzir o A3, em 2006, a Audi “vendeu” sua participação para a “sócia”. Atualmente, ela terá que pagar à Volkswagen pela operação de montagem de seus modelos.

Mercedes: onde? Descartados os estados do Rio de Janeiro (em uma eventual parceria com a Nissan) e Minas Gerais (Juiz de Fora), as duas opções da Daimler para nacionalizar modelos da nova Classe A (o primeiro será o jipinho GLA, apresentado em Frankfurt) e o novo sedã da Classe C (a ser lançado em 2014) seriam Santa Catarina ou São Paulo. Maioria das fichas apostadas no interior de São Paulo, em uma pequena cidade à margem de uma grande estrada, entre 150 a 200 quilômetros da capital.

Limonada Por falar em Mercedes-Benz, sua fábrica de automóveis em Juiz de Fora foi um verdadeiro elefante branco durante anos. Amargou prejuízos estratosféricos com o Classe A e depois com o cupê CLC.
Do limão, a limonada: foi reprogramada em 2011 e tornou-se uma das mais modernas do mundo para a produção de caminhões. Dizem as más linguas que, além dos modelos montados atualmente em Juiz de Fora (Actros e Accelo), a empresa pensa em levar para lá outras (ou todas...) linhas de pesados produzidos na fábrica em São Bernardo do Campo, uma das mais obsoletas do mundo.
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