KTM 990 Super Duke - Diversão garantida

Com motor supercompacto e poderosos freios, naked austríaca é capaz de divertir o piloto, devorando curvas com muita agilidade. Modelo tem câmbio de seis marchas

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postado em 24/10/2006 22:42 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
Nas curvas, KTM Super Duke 990 se comporta como superesportiva - Téo Mascarenhas/Especial para o EM - 23/10/06 Nas curvas, KTM Super Duke 990 se comporta como superesportiva
A marca austríaca KTM é conhecida por sua especialidade em motos do tipo fora-de-estrada e pelo estoque cada vez maior de vitórias nas mais variadas competições mundo afora. Uma performance que exige o desenvolvimento de motos cada vez mais compactas, leves e ao mesmo tempo fortes. Exatamente essa mesma tecnologia foi a responsável pela migração da terra para o asfalto, com a apresentação do modelo naked 990 Super Duke, importada oficialmente para o Brasil. Uma moto extremamente descomplicada, mas com um desempenho muito sofisticado.

O motor é um dos destaques. Batizado de LC8, é um dois cilindros em V, com injeção eletrônica, oito válvulas e refrigeração líquida, que fornece 120 cv a 9.000 rpm. Extremamente compacto, pesa somente 58kg. Visualmente, não parece um motor de 999 cm³, além de poder ficar quase escondido, proporcionando uma curta distância entre-eixos de apenas 1.438 mm, beneficiando também a geometria do quadro para pilotagens radicais. O quadro, construído em tubos de aço treliçados, é também bastante leve, pesando somente 9kg.

A soma desses fatores, mais os pneus esportivos Pirelli Diablo (120/70 na dianteira e 180/55 na traseira), calçados em aros de liga leve de 17 polegadas, além da pouca inclinação do garfo, transformam a Super Duke 990 em uma devoradora de curvas. Mas também fica mais arisca, resultando em diversão garantida e mais técnica na pilotagem. O guidão de alumínio (Renthal), com ergonomia mais em pé, e o garfo pouco inclinado transmitem a sensação de pilotar uma furiosa moto fora-de-estrada, só que no asfalto.
Téo Mascarenhas/Especial para o EM - 23/9/06

A Super Duke acelera muito, indo de 0 a 100 km/h em menos de três segundos, como uma superesportiva pura. Sem qualquer proteção aerodinâmica, porém, andar em altas velocidades (final de 245 km/h) por muito tempo é desconfortável. A grande virtude é acelerar em estradas sinuosas, que exigem motor e freio. Neste quesito, a Super Duke é impressionante. Os freios dianteiros, dois discos de 320 mm, com pinças de quatro pistãos Brembo, e o traseiro de 240 mm estancam a moto tão imediatamente que dá para abusar e brecar cada vez mais dentro das curvas, testando também o coração.

Olho

O visual é diferente e agressivo, embora a moto seja despojada. Na dianteira, tem um enorme olho como farol, com luzes empilhadas e dentro de uma pequena carenagem, que também abriga o painel, composto por conta-giros e tela digital. Embaixo, tem outra pequena carenagem, como um limpa-trilhos. O tanque com aletas integradas é de plástico e comporta apenas 15 litros. A traseira é bem limpa e estreita, apesar das ponteiras dos escapamentos com saída alta embaixo do banco.

A suspensão dianteira é invertida White Power, com tubos de 48mm de diâmetro e 135mm de curso. A traseira é mono, também White Power, em balança de alumínio, sem links, de 160 mm de curso. Ambas plenamente reguláveis. O câmbio tem seis marchas e o peso a seco é de 184 kg. A KTM 990 Super Duke já vem da fábrica com a injeção eletrônica regulada para as características de clima e combustível do Brasil. O preço é de US$ 29.000, que deve ser convertido em reais pela cotação do dia. Informações: (11) 3082-6577.
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