Honda CBR 1000 RR - Carona com o vento

Versão do modelo superesportivo, chamada de Fireblade Repsol Réplica, tem visual parecido com a moto campeã do mundial de Moto GP, capitalizando sua conquista

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postado em 04/11/2006 00:00 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
Réplica da Repsol ostenta a mesma pintura da campeã de Moto GP, inclusive com patrocinadores - Fotos: Honda/Divulgação - 31/10/06 Réplica da Repsol ostenta a mesma pintura da campeã de Moto GP, inclusive com patrocinadores
Os resultados das pistas e competições são importantes para o marketing das montadoras. Sabendo disso, a Honda lançou o modelo superesportivo CBR 1000 RR Fireblade, em versão limitada, com a mesma decoração, inclusive dos patrocinadores, do modelo que disputa o mundial de Moto GP, batizada de Repsol Réplica. O que a Honda não sabia é que o modelo pilotado pelo americano Nicky Hayden venceria o mundial, na última prova, disputada na Espanha, no último dia 29, em um final de campeonato dramático.

Entretanto, por baixo da roupagem parecida, estão duas motos bastante diferentes. Enquanto a RC 211V campeã é um protótipo de competição, com motor de cinco cilindros em V (dois na bancada dianteira e três na traseira), com 990cm³, que desenvolve cerca de 250cv, quadro e pneus especiais, construída artesanalmente com a mais alta tecnologia disponível, a CBR 1000 RR Repsol Réplica é uma moto de série, feita para rodar nas estradas e ruas, com motor de quatro cilindros em linha de 998 cm³, que desenvolve 178cv.

A semelhança entre os dois modelos, porém, agora tem maior status. A nova Honda CBR 1000 RR Fireblade Repsol Réplica não tem o mesmo desempenho do modelo campeão das pistas, mas é um verdadeiro canhão em seu habitat. Com a nova decoração, a responsabilidade também aumenta, já que o segmento das superesportivas de 1000cm³ está cada vez mais competitivo e um modelo com estilo de vencedor não pode fazer feio perante a concorrência.
Motor de quatro cilindros em linha tem 178 cv de potência - Motor de quatro cilindros em linha tem 178 cv de potência

Para encarar a empreitada, a Honda transferiu toda tecnologia possível das pistas para o filhote de rua. A aerodinâmica foi baseada na moto de competição, bem como parte do visual. A Fireblade (lâmina de fogo) também ganhou amortecedor de direção eletrônico, desenvolvido nas competições. O HESD (Honda Eletronic Steering Damper) permite acelerações furiosas dentro e fora das pistas, com a firmeza do guidão variando automaticamente conforme a necessidade e escape de saída alta.

Motor

A Honda do Brasil importa oficialmente o modelo CBR 1000 RR Fireblade com decoração normal (cerca de US$ 29.000 ou R$ 62 mil, sem despesas de frete, seguro e óleo), mas a Repsol Réplica só chega via importação independente, com preço mais salgado. A superesportiva CBR Fireblade, nasceu em 1992, com motor de 900cm³ e um comportamento ultra-nervoso. O motor foi aumentado para 929cm³, depois para 954cm³, até ganhar a configuração 998cm³ em 1994, além de uma pilotagem bem mais suave e humanizada para simples mortais.

O segredo foi proporcionar um torque mais linear, que permite acelerações mais suaves. Os quatro cilindros em linha, com 16 válvulas e injeção eletrônica, fornecem 178cv a 11.250rpm e um torque de 11,7 kgfm a 10.000rpm. A suspensão dianteira é invertida, com 43mm de diâmetro e 120mm de curso. A traseira é mono, com 135mm. Ambas são reguláveis. Os freios dianteiros duplos têm 320mm e pinças com quatro pistãos radiais. O quadro é em alumínio perimetral e o peso a seco de 176kg. O painel completo tem recursos digitais e analógicos e a chave sistema antifurto. Informações no site www.honda.com.br.
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