Yamaha YZF R-6 - Bodas de ouro

Inspirado nas motos que disputam o Mundial de Motovelocidade, modelo marca edição comemorativa dos 50 anos da fábrica, com pintura especial e motor de quatro cilindros

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postado em 20/12/2006 00:50 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
Pintura foi inspirada nos modelos de competição do fim dos anos 70 - Fotos: Teo Mascarenhas/Especial para o EM - 18/12/06 Pintura foi inspirada nos modelos de competição do fim dos anos 70
A marca japonesa Yamaha completou 50 anos de existência e 30 anos de Brasil em 2005. Para comemorar as bodas de ouro, produziu algumas edições limitadas, com pinturas especiais, como a superesportiva de 600 cm³, YZF R-6. A versão 2006 do modelo tem decoração inspirada nas motos de competição, que disputavam o Mundial de Motovelocidade, categoria 500 cm³, com o piloto americano Kenny Roberts, ganhador dos títulos de 1978, 1979 e 1980: uma pintura predominantemente amarela, com traços pretos e brancos, como na equipe oficial de competições.

Essa edição comemorativa foi disputada a tapa pelo mundo, já que, além do belo visual, ganhou status de moto histórica e peça de colecionadores. Em sua terceira geração, a YZF R-6 foi completamente reformulada, ganhando novo visual, quadro e motor, que tem quatro cilindros em linha, (599 cm³), refrigeração líquida e 16 válvulas em titânio. Esse propulsor, que abusou da tecnologia e da eletrônica para bater recordes, alcança lunáticas 17.500 rpm e fornece uma potência de nada menos que 127 cv a 14.500 rpm.

Dentista

O torque também segue o figurino: são 6,73 kgfm, obtidos a elevadas 12.000 rpm. Para girar como um verdadeiro motorzinho de dentista, a Yamaha alterou o comprimento e diâmetro dos pistãos e adotou o acelerador eletrônico, fly-by-wire (sem cabos), batizado de YCC-T, Yamaha Chip Controlled Throttle, que, por meio de vários sensores, interpreta o movimento do acelerador e regula a abertura do sistema eletrônico de alimentação, conforme a solicitação.

A busca de potência acabou provocando efeitos colaterais. O motor fica meio sonolento até as 10.000 rpm. Depois, acorda nervoso e parte para a briga com tudo. Essa característica dificulta a pilotagem nas ruas, já que a moto fica chocha em baixos giros. Para tentar melhorar, a R-6 adota o sistema Exup Exhaust Ultimate Powervalve (também adotado na irmã maior R-1), que é uma válvula no escape que fecha e abre, conforme as rotações, aumentando o torque em baixas velocidades.

Canhão

Porém, quando o motor enche, a R-6 vira quase uma moto de competição, implorando por muitas estradas, de preferência com asfalto lisinho e muitas curvas. Se o piloto conseguir andar nesse ritmo, a R-6 vira um parque de diversões completo. Para facilitar, o painel tem conta-giros analógico em destaque e uma tela digital, com as demais informações; e uma luzinha (shift light) dedo-duro, que acende na hora ideal de trocar cada uma das seis marchas.

No visual, a R-6 ganhou uma carenagem mais estreita, com tomada de ar central, uma rabeta traseira bastante fina, com lâmpadas led e suporte de placa praticamente dependurado. O escapamento agora é curto, com saída baixa (para centralizar e rebaixar as massas), e emite quase música. O quadro tem dupla trave em alumínio. A suspensão dianteira é invertida, com tubos de 41 mm. A traseira é do tipo mono, com 120 mm de curso. Ambas são reguláveis. O freio dianteiro tem duplo disco de 310 mm, com pinças radiais. O peso a seco é de 161kg. A R-6 edição comemorativa dos 50 anos pode ser encontrada na Moto Company, (31) 3297-2206, por R$ 67 mil.
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