Bimota Tesi 3D - Em outra dimensão

Se o visual chama bastante atenção, as soluções técnicas da nova moto, com produção de apenas 29 unidades, também são inovadoras, como a suspensão dianteira e o quadro

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postado em 06/01/2007 17:34 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
A suspensão dianteira, batizada de Pull Rod, rebaixa o centro de gravidade - Fotos: Bimota/Divulgação A suspensão dianteira, batizada de Pull Rod, rebaixa o centro de gravidade
A arte de juntar duas rodas, um quadro, um motor, um guidão e outros componentes, formando uma motocicleta, ganhou outra dimensão, com a exclusiva marca italiana Bimota, quando a fábrica de Rimini apresentou o excêntrico modelo Tesi 3D, em novembro. Com revolucionária suspensão dianteira, um quadro extremamente compacto, em forma de arco, lembrando a letra grega ômega, e um motor de dois cilindros em L, herdado da Ducati, o modelo será produzido em série limitada de 29 unidades.

Para identificar cada exemplar, haverá uma placa em ouro com o número da moto e o nome do proprietário. A exclusividade vai custar cerca de 30 mil euros (R$ 85 mil). A história da Bimota começa com a união de três apaixonados por motocicletas, que emprestaram as iniciais de seus nomes para batizar a marca. Bianchi, Morri e Tamburini. O último é o badalado Massimo Tamburini, projetista da Ducati e MV Agusta. Já a Tesi 3D surgiu em um banco de universidade.

Experiência
Os escapes tem saída alta, com enormes ponteiros triangulares - Os escapes tem saída alta, com enormes ponteiros triangulares

O jovem engenheiro Pierluigi Marconi apresentou como tese (tesi, em italiano) de graduação, nos anos 90, o projeto de uma exótica moto, que acabaria saindo do papel e virando uma das estrelas da marca. A nova Bimota Tesi 3D é uma evolução dos projetos anteriores. Um dos destaques é o sistema de suspensão dianteiro, batizado de Pull Rod, com braços oscilantes em fibra de carbono paralelos ao chão, ligados ao quadro, e um amortecedor a óleo pneumático regulável, com 115 mm de curso.

O interessante sistema rebaixa o centro de gravidade e desassocia os sistemas de direção (24 graus de ângulo de esterçamento) e de suspensão, que funcionam independentemente. Porém, criou outro curioso efeito visual. Com a balança dianteira semelhante à traseira, fica a dúvida se a moto está indo, ou vindo... Outra inovação é que, sem espaço, ocupado pela suspensão, as pinças (radiais Brembo) do freio dianteiro foram parar na parte inferior dos discos de 320 mm. Se a posição é inédita e vulnerável, pelo menos rebaixa ainda mais as massas.

Quadro

Outra notável obra de engenharia é o quadro. Forjado em alumínio, lembra o formato de uma dupla letra grega ômega, ou um arco de cada lado da moto. Extremamente compacto, consegue conectar toda a moto, em espaço reduzido, diminuindo também o peso e a complexidade. O conjunto ganhou visual extremamente agressivo e diferenciado, que se transforma em uma espécie de ponto turístico ambulante. Os escapes têm saída alta, com duas enormes ponteiras triangulares, e a frente é bicuda, com as setas integradas aos espelhos retrovisores.

O motor é um dois cilindros em L da Ducati, com 1.079 cm³ de cilindrada, refrigeração a ar e óleo e o tradicional comando desmodrômico (age nos balancins para abrir e fechar as válvulas). A injeção eletrônica e o mapeamento do motor foram alterados pela Bimota, que não fornece a potência, mas deve ficar próxima dos 100 cv, já que a Multistrada, que usa o mesmo propulsor, desenvolve 95 cv a 7.750 rpm. A suspensão traseira é mono, regulável, com 130 mm de curso. O freio traseiro tem disco simples de 220 mm. As rodas têm aro de 17 polegadas, o câmbio é de seis marchas e o peso a seco é de 168 kg.
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