Tecnologia - Agora é realidade

Delphi apresenta na oitava edição da Automec, feira de autopeças e serviços, encerrada sábado, em São Paulo, sistema flexível de combustível para motos

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postado em 17/04/2007 23:07 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
Motor flex para as motos funciona com álcool, gasolina ou com a mistura de ambos em qualquer proporção - Delphi/Divulgação Motor flex para as motos funciona com álcool, gasolina ou com a mistura de ambos em qualquer proporção
Até pouco tempo atrás, quando o preço do litro do álcool era 30% inferior ao da gasolina, alguns motoboys simplesmente trocavam a agulha do giclê do carburador e faziam a conversão da moto para o combustível de cana-de-açucar na marra, para economizar. Só que o álcool acabava danificando outros componentes do motor, e o barato saía bem caro. Com a onda de desenvolvimento dos automóveis flex, a idéia de também adaptar a tecnologia para as motocicletas ganhou força e agora vira realidade.

A Delphi, empresa fornecedora de tecnologia de eletrônica móvel, componentes e sistemas de transportes, com 12 fábricas no Brasil e Argentina, desenvolveu um sistema multicombustível, batizado de Multifuel, para o mercado de motocicletas. Independentemente das montadoras, produziu em seu centro de pesquisas, localizado em Piracicaba (São Paulo), a tecnologia que permite aos motociclistas abastecer com álcool, gasolina ou a mistura dos dois em qualquer proporção, exatamente como nos automóveis.

Ambiente

A empresa desenvolveu o sistema para motos de baixa cilindrada, das montadoras Honda, Yamaha e Sundown, líderes de mercado. A idéia é que o sistema se popularize e, com produção em maior escala, passe a ser economicamente viável. O mais provável é que, por causa das exigências ambientais, regulamentadas pelo Programa da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares (Promot), cada vez mais severas, o sistema seja naturalmente adotado pelas próprias montadoras, como equipamento original.

A estimativa é de que até 2009, quando a legislação exigir normas semelhantes à rigorosa Euro III, as motocicletas novas de baixa cilindrada já saiam de fábrica com o sistema flexível, uma vez que os níveis de emissões de poluentes ficam sensivelmente reduzidos, graças ao uso da injeção eletrônica, e especialmente mais baixos quando abastecidas com álcool. Porém, é possível que alguma montadora saia na frente e lance antes um modelo 125 cm³, com injeção e flex, capitalizando o marketing da inovação e tecnologia.

Alterações

Na adoção do sistema, várias alterações foram feitas na motocicleta. A injeção eletrônica é obrigatória, com válvulas injetoras de última geração e maior vazão, além de uma bomba de combustível especial para funcionar com álcool. Diversas partes da linha de combustível também foram mudadas, para resistirem à maior corrosão do álcool. O módulo eletrônico de controle da injeção (ECM) foi calibrado para reconhecer e controlar a mistura do combustível e ajustar as quantidades de ar e combustível, por sensores.

Outro problema resolvido foi a partida a frio com álcool. Nos automóveis, existe um pequeno reservatório de gasolina com essa finalidade. No sistema Multiflex, o reservatório foi abolido, até por problemas de espaço, mas se recomenda o uso de pelo menos 1 litro de gasolina no tanque, compondo a mistura. O preço ainda não foi definido, mas a Delphi planeja lançar o kit Multiflex ainda este ano, garantindo uma economia de até 30% por quilômetro rodado.
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