Cerol: Salve o pescoço

É bom rodar com um olho no asfalto e o outro no céu, para evitar as perigosas linhas de papagaios cobertas com material cortante, muito comuns nessa época

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postado em 01/07/2007 23:45 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
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A história se repete nessa época do ano, com as férias escolares e mais vento no ar. Uma soma de fatores que incentiva a garotada a soltar papagaios ou pipas. Entretanto, quando a linha é revestida de cerol, a inocente brincadeira pode virar arma, causando tragédias quando um motociclista não vê a linha que atinge o pescoço e corta a veia jugular como uma navalha, provocando ferimentos graves ou até matando o piloto em poucos minutos.

Cerol
É uma mistura de vidro moído, geralmente de lâmpadas queimadas, com cola de grude. A pasta obtida é passada na linha que, quando seca, tem alto poder cortante. O objetivo é cortar a linha e derrubar o papagaio ou pipa do amigo, de brincadeira, como uma espécie de troféu. No trânsito, nem sempre o motociclista consegue enxergar a linha e, quando é laçado por ela, não tem defesa. Para não correr riscos, precisa instalar uma ou mais antenas preventivas, um acessório estranho e antiestético, não projetado para a moto, mas necessário.

Lei
O problema se agravou de tal maneira que, em Minas Gerais, foi criada a lei 14.349, de 15 de julho de 2002, que proíbe o uso do cerol, multa o infrator ou responsável em até R$ 1,5 mil e recolhe o material para incineração. Brasília, Rio de Janeiro e Santa Catarina também adotaram leis semelhantes, proibindo o cerol, assim como em várias cidades do Brasil, com leis municipais. Na cidade de São Paulo, por exemplo, a prefeitura só homologa motos de frete se estiverem equipadas com antena de proteção.
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Em Minas, também são realizadas campanhas contra o cerol. As revendas Honda da Grande Belo Horizonte, por exemplo, em parceria com a BHTrans, fazem blitz educativas, distribuindo e instalando gratuitamente antenas de proteção. A Cemig promove o festival de papagaios, alertando para os perigos do cerol. O juizado da Infância e da Juventude, ao flagrar sua utilização, encaminha ao juiz, que convoca os pais que são responsabilizados pelo crime

Estastísticas
Além disso, Robson Moraes Almeida, de Lagoa da Prata, vítima do cerol, desenvolve campanhas pelo Brasil contra a sua utilização e tem site, com muitas dicas e informações sobre a questão. Em Belo Horizonte, Lídio Fernandes Costa, presidente da Associação dos Motoboys Sobre Duas Rodas Há uma Vida, também faz campanhas com repercussão nacional e mantém página na rede, com fortes relatos e fotos sobre o estrago que o cerol causa.

A maior incidência de cerol não ocorre no Centro, mas nas periferias das cidades, com mais locais abertos, nas margens de grandes avenidas, praças e rodovias. Só o Hospital João XXIII, de Belo Horizonte (pronto-socorro), em 2004 atendeu 11 casos entre maio e agosto. Em 2005, o número saltou para 54, baixando para 34 em 2006, embora, ainda alto. Para se prevenir, é bom ficar de olho no céu e instalar duas antenas de boa qualidade, que protegem dos dois lados. De fácil instalação na base dos espelhos ou das setas, elas devem ficar pelo menos 20 centímetros acima do capacete. São feitas de aço ou de fibra e custam entre R$ 2 e R$ 45, nas lojas de peças e acessórios.
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