Rastreador para moto - Ainda longe do popular

Produto voltado para segurança e logística começa a ser difundido no Brasil. Mas custa caro para a maioria, que tem modelo de baixa cilindrada e usa para trabalho

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postado em 16/02/2008 15:09 Paula Carolina /Estado de Minas
Aos poucos, os fabricantes de rastreadores e bloqueadores para veículos começam a vencer o que era a maior barreira tecnológica para fornecimento do produto para motocicletas: a duração da bateria, principalmente em modelos de baixa cilindrada. Mas o grande desafio ainda é o custo de instalação e mensalidade, que torna o equipamento caro para a maior parte dos consumidores, donos de motocicletas simples, normalmente com motor de 125 cm³ de cilindrada, e que usam o veículo para trabalho. Esperança é a difusão do equipamento para motociclistas de maior poder aquisitivo e empresas, que podem adotar o produto para suas frotas.

"O pessoal dos motoclubes já pensa em tê-lo, mas, para os motoboys, que são a maioria, é inviável", pondera o presidente da Associação dos Motociclistas Trabalhadores de Minas Gerais (Amot-MG), José Carlos Roberto. Ele lembra que para quem ganha pouco mais de R$ 400, o custo de instalação e manutenção do equipamento - que não fica em menos de R$ 1 mil - não vale a pena, porém, se difundido, o preço pode passar a ser atrativo.

Serviço
As funções e funcionamento do rastreador para motocicletas não diferem em quase nada dos equipamentos voltados para automóveis e veículos pesados. Guardadas as distinções de tecnologia vendidas por cada empresa, de maneira geral funcionam pela captação de sinal via satélite (GPS), que fornece a localização do veículo, e transmissão de dados por rede de celular (GPSR). Por uma sala de monitoramento é possível acompanhar todo o caminho percorrido pelo veículo - o que atualmente já é permitido ao cliente, pela internet -, sendo acionado um alarme em caso de desvio de rota ou sinal emitido pelo próprio veículo, por meio dos botões de pânico, com possibilidade de bloqueio pela central.

Bateria
"A grande questão é o consumo de bateria. Qualquer equipamento a mais no veículo já despende maior consumo. No caso da moto, ainda há poucos dispositivos de proteção, porque a bateria tem menor carga. E, enquanto fica parada, pode acabar descarregando", explica o gerente de marketing da Teletrim Monitoramento, Alexandre Cifarelli. Para resolver o problema, a empresa adotou sistema em que, se a moto fica parada muito tempo, o consumo é cortado. "O equipamento tem um timer para a redução do consumo. Fica em espera, enquanto a moto está desligada. Qualquer coisa que venha a acontecer, se mexerem nela, o sistema acorda novamente", acrescenta Cifarelli. A partir de motos com cilindrada superior a 200 cm³, o equipamento já é viável tecnologicamente.

O executivo afirma que a procura pelo produto aumenta não só pela facilidade de localização em caso de furto/roubo, mas pela viabilização de contratação de seguro. Mas admite que o serviço ainda é quase restrito aos donos de motos de maior cilindrada. O rastreador custa R$ 1,2 mil (instalação) mais a partir de R$ 74 de mensalidade (plano básico). Somente o bloqueador tem preço de R$ 450, mais R$ 27,90 por mês. Informações: 0800 8880060, 4003-8006 ou www.teletrim.com.br/monitoramento.

Sem limite
Já o diretor de marketing da Car System, Élcio Fernandes Vicentin, garante que novo modelo comercializado pela empresa, há seis meses, pode ser adotado em motos de qualquer cilindrada. "O rastreador não consome enquanto a motocicleta está desligada e é viável em qualquer uma. Temos eficiência de 98,5% na recuperação de motos com rastreadores e de 90% nos casos daqueles que usam só bloqueadores", enfatiza. Ele explica que outras peculiaridades do dispositivo, em relação ao adotado em automóveis e veículos de carga, são a blindagem contra água, devido à exposição das motos às intempéries, e blindagem magnética, já que o equipamento precisa ficar perto do motor. "Temos um chicote especial para cada modelo de moto. Isso evita que se mexa na originalidade e diminui o tempo de instalação (de 25 minutos a 40 minutos)", acrescenta.

A Car System está em negociação com uma empresa, em Belo Horizonte, que será credenciada para comercializar a marca. O rastreador tem preço de R$ 1.590, mais mensalidade de R$ 99. Apenas o bloqueador custa R$ 860, mais R$ 29 de mensalidade. Informações: (11) 5645-5000 ou www.carsystem.com.

Frota
Outra que pretende entrar nesse mercado é a 3T Systems, mas voltada para grandes empresas da área de vendas que usam frota de motocicletas para transporte. "Costuma-se falar mais na questão da segurança, mas os rastreadores são muito importantes para a logística. A empresa consegue não só controlar a rota dos funcionários, para ver se a estão cumprindo, mas tem a possibilidade de ver, por exemplo, quem está mais perto caso precise contatar algum entregador", observa o superintendente Eliéser Souza.

O equipamento desenvolvido pela empresa está em teste com motoboys em São Paulo e Goiânia e, segundo Souza, a comercialização começará dentro de 30 dias. A empresa está desenvolvendo parcerias em Minas, mas, por enquanto, não há distribuidores. Qualquer contato pode ser feito pelo número (11) 2125-8383 ou no site www.3tsystems.com.br. Ele não adianta preço, mas afirma que o custo da instalação deve variar entre R$ 100 e R$ 200 e o da mensalidade está em estudos.
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