Bimota DB7 - Alta costura

Modelo foi criado com receita especial de esportividade, que mistura quadro desenvolvido pela própria montadora e motor 160 cv de potência, emprestado da Ducati

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postado em 17/02/2008 11:28 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
Bimota/Divulgação
A pequena montadora italiana Bimota é especialista em sofisticados modelos de alto desempenho e fabrica costurando quadros de desenho próprio, com motores fornecidos por outras marcas. A mais recente criação é a motocicleta DB7, apresentada no fim de 2007, no 64º Salão de Milão. A sigla DB7, ajuda a explicar esta parceria, já que o D vem de Ducati (marca também italiana e que cede o motor), o B significa Bimota e o número 7 indica que a DB7 é a sétima moto desta união.

O próprio nome Bimota também é fruto da junção do nome de três apaixonados por motos: Bianchi, Morri e Tamburini, que se juntaram na cidade de Rimini, para produzir modelos de alta performance, inicialmente para competições e, posteriormente, para vendas convencionais. O badalado Massimo Tamburini projetou algumas das motos mais cobiçadas do planeta, como a Ducati 916 e a artística MV Agusta F4. Apesar do excelente currículo, a empresa passou por sérias dificuldades, até seu renascimento, em 2004.

Costura
A superesportiva DB7 chega para continuar essa espécie de alta-costura mecânica, entre alguns dos principais fornecedores mundiais de componentes, materializado sob a forma de um projeto ousado, especialmente no quesito quadro, que fez a fama da marca nas competições, devido à sua tecnologia e qualidade, que geravam eficiência e vitórias. Dentro dessa filosofia, a nova Bimota DB7 apresenta um quadro construído em treliça, com elementos de aço, alumínio e fibra de carbono.

Os tubos têm formato ovalado e usam o motor como parte integrante, para economizar peso (cerca de 2 quilos mais leve que o da Ducati 1098) e aumentar a rigidez do conjunto. A balança da suspensão traseira, também feita em tubos, fica ancorada no cárter do motor, reduzindo as dimensões. A suspensão traseira é do tipo mono (Extreme Tech), com 120 mm de curso, que tem, além das regulagens de compressão e retorno, os modos esportivo e passeio. A suspensão dianteira é uma Marzocchi invertida, também regulável, com tubos de 43 mm.

Arma
Para brigar no concorrido segmento das superesportivas, inclusive com a própria Ducati, a DB7 usa as armas do "inimigo". O motor é o mesmo da novíssima Ducati Superbike 1098, com a tradicional arquitetura de dois cilindros a 90 graus, comando desmodrômico, injeção eletrônica, refrigeração a água e quatro válvulas por cilindro, que foi batizado de Evoluzione e desenvolve 160 cv de potência a 9.750 rpm e torque de 12,5 kgfm a 8.000 rpm, capaz de levar o modelo a mais de 280 km/h. O motor foi reduzido de tamanho e perdeu 3 quilos em relação a versões anteriores.

A nova moto, que vai chegar ao mercado europeu por cerca de 27 mil euros (cerca de R$ 67 mil), também está equipada com amortecedor de direção e um sistema de escape com saída baixa, de desenvolvimento exclusivo. Os freios dianteiros têm dois discos de 320 mm, com pinças Radiais Brembo. O traseiro tem disco simples de 230 mm. O peso a seco é de 170 kg. O câmbio tem seis marchas. O painel mistura elementos digitais e analógicos, inclusive com a memória de tempos de voltas. Serão duas versões: a Strada 1098; e, no futuro, a versão com Kit Corsa 1200, para disputar o mundial de superbikes.
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