Husaberg FE 450 2009 - Deitado e sem preguiça

Marca especializada em motos do tipo fora-de-estrada está lançando o modelo Enduro 2009, com motor inédito, de forte inclinação, além de usar plástico no subquadro

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postado em 04/06/2008 17:50 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
Motor tem cilindro inclinado a 70 graus e é equipado com injeção eletrônica - Husaberg/Divulgação Motor tem cilindro inclinado a 70 graus e é equipado com injeção eletrônica
A gelada Escandinávia, no norte da Europa, com seu rigoroso e longo inverno, nunca teve um mercado de motocicletas expressivo. Entretanto, ao contrário do que se poderia supor, o clima hostil não foi empecilho para que a região produzisse algumas das mais respeitáveis motos do tipo fora-de-estrada do planeta. Na Suécia, por exemplo, nasceram a Husqvarna e a Husaberg, atualmente encampadas pela italiana MV Agusta e pela austríaca KTM, respectivamente.

A Husaberg sempre investiu no desenvolvimento dos motores do tipo quatro tempos, conseguindo alguma vantagem em relação à concorrência, quando os motores do tipo dois tempos foram sendo substituídos, em função das exigências ambientais. Em novembro de 2007, por exemplo, apresentou durante o Salão de Milão, o seu protótipo Enduro FE 450, já como modelo 2009, utilizando um revolucionário e compacto motor, com cilindro inclinado a 70 graus para frente.

Altitude
O novo modelo, que também vai ter a versão mais potente de 565 cm³ e o formato motard, vai desembarcar no mercado em agosto de 2008, com conceitos inovadores. No Brasil, a Husaberg é comercializada oficialmente pela rede KTM e deve chegar na base do conta-gotas, ainda sem preço definido. A nova FE 450 tem como novidade principal a posição do motor. Extremamente compacto, tem o cilindro colocado em posição praticamente horizontal, "deitado" a 70 graus.

A nova disposição permite aumento significativo da distância livre até o chão, de 390 mm. Índice bastante positivo em uma moto do tipo fora-de-estrada, sujeita a pedras e obstáculos das trilhas. A vantagem é que a altura de 930mm do banco não precisou subir proporcionalmente, facilitando a pilotagem. O projeto também procurou centralizar as massas e o centro de gravidade, passando a caixa de marchas de seis velocidades e a embreagem para baixo do motor.

Plástico
O motor, com exatos 448,6 cm³ de cilindrada, é refrigerado a água, tem injeção eletrônica de combustível, quatro válvulas em titânio, cabeçote em magnésio e partida elétrica, que dispensa o pedal de partida. A potência, assim como o torque, não foi revelada, mas está na casa dos 50 cv. Outra novidade está no subquadro. Em vez das tradicionais hastes metálicas, é feito em material plástico de alta resistência (polietileno), que reduz o peso e aumenta a durabilidade.

O tanque de 8,5 litros também é de plástico. Já as rodas são em alumínio. O resultado é um peso a seco de somente 112 kg. Fator bem-vindo neste tipo de moto, em que, às vezes, é necessário a força do “feijão” para transpor obstáculos. O quadro é do tipo perimetral, os freios do tipo wave, com pinças Brembo e disco de 260 mm na dianteira e 220 mm na traseira. A suspensão dianteira é invertida com tubos de 48 mm e 300 mm de curso. A traseira é mono, com 335 mm. Ambas WP são reguláveis em até 10 mm. A distância entre-eixos é de 1.470 mm.
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