Honda CBR 1000RR Fireblade - Anjo da guarda opcional

Fabricante inova ao equipar superesportiva com ABS, sistema antibloqueio dos freios, que não interfere na pilotagem radical e proporciona mais segurança ao piloto

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postado em 28/09/2008 16:00 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
A decoração é inspirada no modelo RC 212V, que compete no mundial de motovelocidade - Fotos: Honda/Divulgação A decoração é inspirada no modelo RC 212V, que compete no mundial de motovelocidade
Pela primeira vez na história, uma motocicleta do segmento superesportivo, voltada para o máximo desempenho e performance, ganha o sistema de freios ABS, que impede o travamento da roda nas frenagens mais fortes. A Honda equipou o modelo CBR 1000RR Fireblade 2009 com o dispositivo e ainda incluiu a função CBS, que distribui e modula a intensidade e pressão da frenagem entre as rodas dianteira e traseira, independentemente da vontade do piloto.

Para os mais puristas, uma moto superesportiva, quase de competição, simplesmente deve obedecer imediatamente aos comandos do piloto e não "pensar" por conta própria. Entretanto, a Honda garante que o inédito sistema, gerenciado por uma complexa e potente central eletrônica, equiparada a um computador, cheia de sensores, é mais rápida, racional e inteligente que as reações humanas, funcionando para ajudar, e não para atrapalhar uma tocada radical no limite, como convém a uma motocicleta classificada como superesportiva.
O sistema ABS-CBS acrescenta 11 kg ao modelo. A roda dianteira tem dois discos e pinças monobloco de ataque radial - O sistema ABS-CBS acrescenta 11 kg ao modelo. A roda dianteira tem dois discos e pinças monobloco de ataque radial

Tocada
Em um modelo de turismo ou estradeiro, o sistema ABS convencional normalmente entra em funcionamento em situações de emergência, quando o piloto aciona o freio com máxima força. Nesse momento, o ABS impede o travamento da roda, aliviando a pressão do freio, conservando a dirigibilidade da moto e a segurança do pacato condutor. Mas, e nas motocicletas superesportivas, em que as frenagens quase sempre radicais, executadas no limite extremo por ensandecidos pilotos, são quase uma norma de condução?

A Honda garante que a diferença está no aspecto quase cirúrgico de ação do novo sistema. O batalhão de chips da central eletrônica, a mais sofisticada jamais construída e também mais pesada que a do sistema ABS considerado standard, funciona tão rápido e suavemente que não interfere na tocada agressiva dos seletos consumidores do segmento, que exigem e pagam por esse comportamento, atuando em parceria, além de aumentar a segurança. A função CBS, por outro lado, contribui na dirigibilidade, mantendo a roda traseira na trajetória, reduzindo o travamento.

Comemoração
Por via das dúvidas, a montadora também disponibiliza a motocicleta, modelo 2009, sem o sistema ABS-CBS, que é opcional. Todo o pacote mecânico, porém, foi conservado, em relação ao modelo 2008. A diferença fica por conta da pintura e do grafismo, que inclui versão comemorativa dos 50 anos do HRC, divisão de competições da Honda, com as cores do departamento, em branco, vermelho e azul. A outra é uma réplica da RC 212V, que compete no mundial de motovelocidade, com a padronagem da petrolífera Repsol, seu patrocinador.

O motor é um quatro cilindros em linha, com injeção eletrônica, que fornece 177,7 cv a 12.000 rpm e torque de 11,4 kgfm a 8.500 rpm. A suspensão dianteira é invertida e a traseira, mono. O guidão conta com amortecedor eletrônico, desenvolvido nas pistas, e que vai ficando mais firme conforme a velocidade aumenta. O freio dianteiro tem dois discos, mordidos por pinças monobloco de ataque radial, com quatro pistãos. O sistema ABS-CBS eleva o peso em 11 quilos, passando para 210 kg. A Honda já importa o modelo 2008, mas ainda não tem previsão de preços e data para a chegada do novo.
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