KTM 690 Rally Dakar - Papa-troféu

Modelo equipado com carburador vence mais uma edição do Rali Dakar, desta vez disputado na América do Sul, em percurso muito difícil entre a Argentina e o Chile

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postado em 10/02/2009 16:16 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
O deserto e suas dunas também estiveram presentes na edição sul-americana do Dakar - Fotos: KTM/Divulgação O deserto e suas dunas também estiveram presentes na edição sul-americana do Dakar
Pela primeira vez na história de 31 edições, o Rali Dakar (antigo Paris Dakar), considerada a maior e mais exigente competição fora-de-estrada do planeta, saiu da África e veio para a América do Sul. A prova foi disputada na Argentina e Chile, entre os dias 3 e 17 de janeiro, passando pela Patagônia, Cordilheira dos Andes e deserto de Atacama. A largada e a chegada foram em Buenos Aires, em um percurso de 9.574 quilômetros, dos quais 5.652 quilômetros foram de etapas especiais, contra o relógio.

O nome Dakar foi conservado, já que virou uma espécie de grife, apesar da cidade africana, capital do Senegal, que abrigava o fim da prova, ficar do outro lado do Atlântico. No ano passado, a prova foi cancelada na véspera de seu início, em função de ameaças de ataques aos pilotos, motivadas por divergências ideológicas e políticas. A solução foi trazer a prova para a América do Sul. No próximo ano, apesar de não confirmada, a prova também deverá ser disputada no continente sul-americano e, neste caso, o Brasil tem boas chances de ser incluído no roteiro.

Desafio

Entre os motociclistas, foram 217 inscritos, inclusive o brasileiro José Hélio, que em sua estreia no Dakar ficou em ótimo terceiro lugar na categoria 450 Extreme e em 12º na classificação geral, com uma Honda CRF 450X, sendo também o melhor piloto sul-americano da competição. Entretanto, quem ganhou a prova com autoridade, pela segunda vez (a primeira foi em 2006), foi o espanhol catalão Marc Comas, de 32 anos, a bordo de uma austríaca KTM.

Os pilotos são obrigados a levar suprimento de água - Os pilotos são obrigados a levar suprimento de água
A motocicleta, batizada de 690 Rally, é toda preparada para enfrentar a maratona da prova. São três tanques de combustível que somam 36 litros, aumentando bastante a autonomia. Além disso, o piloto é obrigado a levar suprimento de água e baliza eletrônica, que, quando acionada, emite um sinal que ajuda a equipe de resgate na localização exata do piloto, mas desclassifica o participante. Assim, o peso a seco do modelo que é de 162kg ultrapassa os 200kg, quando abastecida

Segurança

Quando a prova era disputada no deserto africano, as altas velocidades exigiam motores potentes. A própria KTM, várias vezes campeã da prova, tinha modelos de dois cilindros em V de 990cm³ que ultrapassavam os 200km/h. Para coibir a velocidade e os altos custos e aumentar a segurança, a organização privilegiou percursos mais travados e navegação sem tantos recursos, favorecendo as motos menores, mais ágeis, como a KTM 690. O piloto também tem limitações de velocidade ao atravessar locais habitados, como medida de segurança.

O modelo KTM 690 Rally tem motor de um cilindro, batizado de LC4, de 653,7cm³, refrigeração líquida, com radiador curvo, mas, alimentação pelo tradicional carburador mesmo, e fornece cerca de 70cv a 7.500rpm. A embreagem tem sistema antitravamento e o cambio, seis marchas. Para não faltar lubrificação, há duas bombas de óleo. O quadro é em treliça de aço e tem geometria que distribui melhor o peso para facilitar a pilotagem. A suspensão dianteira é White Power, com 300mm de diâmetro, e a traseira mono, também White Power, com 310 mm. Ambas são ajustáveis. O freio dianteiro é a disco de 300mm e o traseiro, de 220. Ambos com pinças Brembo. O banco fica a 980mm do chão.
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