Para o alto e avante

Novo modelo ganhou motor mais potente, freios melhores e visual que inclui uma frente bastante agressiva. Para apimentar o desempenho, a nova moto perdeu peso

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postado em 26/02/2009 13:08 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
Frente da nova Daytona 675 ficou mais aerodinâmica - Triumph/Divulgação Frente da nova Daytona 675 ficou mais aerodinâmica
Quando foi lançada, em 2006, para substituir a antiga e problemática Daytona 600, a (totalmente) nova superesportiva Triumph Daytona 675 arriscou o pescoço da engenharia da montadora inglesa, já que estava inaugurando uma categoria inédita, fora dos padrões habituais. Para começar, não tinha nem dois, nem quatro, mas três cilindros em linha. Em segundo lugar, não era nem uma 600, nem uma 750 (as famosas sete galo), ficando no meio do caminho, com um motor de 675cm³.

Bastou o modelo ir para as ruas, entretanto, para a arriscada aposta se revelar vencedora, caindo nas graças dos consumidores. O modelo 2009 seguiu a cartilha de não mexer em time vencedor, aperfeiçoando o modelo, em vez de promover uma remodelagem radical. Mesmo assim, foram feitas mais de 50 modificações, com destaque para o peso, o motor e o sistema de freios. A nova moto ficou 3kg mais leve e 3cv mais potente, além de ganhar alguns retoques no visual.

Regime
Para emagrecer, a Triumph Daytona 675 2009 adotou novo escape, derivado do modelo utilizado nas pistas, que, sozinho, economizou 2kg. As rodas também ficaram mais leves, assim como partes do motor, com o emprego de magnésio. O peso a seco passou para 162kg, mas ainda reclama uma “lipoaspiração”, se comparada aos modelos concorrentes japoneses.

O motor, que tem arquitetura de três cilindros em linha e 12 válvulas e é mais estreito (para proporcionar melhor aerodinâmica em relação aos de quatro cilindros em linha), sofreu diversas modificações. O sistema de injeção eletrônica foi aperfeiçoado e recalibrado, assim como a câmara de combustão, cilindros, bielas, abertura das válvulas e relação de marchas. O conjunto de mudanças, com ajuda do novo escape, possibilitou o aumento de potência e de giros (de 450rpm). A cavalaria passou para 126cv a 12.600rpm e o torque para 7,54kgfm a 11.750rpm. O sistema de freios também foi melhorado: na dianteira, dois discos de 308mm de diâmetro; e na traseira, um disco simples de 220mm.

Manequim
O modelo é bastante compacto e estreito, com quadro em dupla trave lateral de alumínio, facilitando as mudanças de direção e a esportividade. Esse figurino é responsável pela boa performance e facilidade na pilotagem, que provoca dor de cabeça na concorrência e sorrisos na alegre freguesia, além de troféus nas pistas. Para quem procura ainda mais esportividade, a Triumph oferece um kit Racing, que possibilita alterar o mapeamento da central eletrônica e armazenar tempos de volta.

No visual, a nova Triumph ganhou nova frente, do tipo mais bicuda, para ganhar penetração aerodinâmica; novos faróis mais estreitos; e tomada de ar central, para pressurizar o motor em altas velocidades. A suspensão dianteira é invertida, Kayaba, com 120mm de curso e tubos com 41mm. A suspensão traseira é do tipo mono, em balança de alumínio, ambas plenamente ajustáveis. O painel tem tela digital e conta-giros analógico e inclui a shift light, aquela luzinha que indica a hora de trocar cada uma das seis marchas. A Daytona 675 é importada oficialmente para o Brasil pela Izzo. O modelo 2009 deve chegar ainda no primeiro semestre, com expectativa de preço em torno dos R$ 45 mil. Informações: (31) 3275-2711.
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