BMW K 1300 R - Nudez apimentada

Com motor maior e muita eletrônica embarcada, o modelo pelado, de visual exótico e agressivo, chega ao mercado nacional nas versões Standard, Special e Premium

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postado em 28/03/2009 10:00 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
Controle de tração, freios ABS e assistente de câmbio são algumas mordomias eletrônicas - Miguel Costa Jr./BMW/Divulgação Controle de tração, freios ABS e assistente de câmbio são algumas mordomias eletrônicas
De Indaiatuba (SP) - A BMW lançou no Brasil a nova linha de motocicletas K 1300, em substituição às antigas K 1200, composta dos modelos R (naked), S (Sport) e GT (Grã-Turismo), simultaneamente nos mercados asiáticos e americano, e com uma defasagem mínima em relação ao mercado europeu, onde foi apresentada durante o Salão de Colônia, na Alemanha (Intermot), no fim de 2008. As novas motos chegam com motor aumentado de 1.157 cm³ para 1.293 cm³, proporcionando mais potência e torque, além de outros aperfeiçoamentos técnicos e estéticos.

Aqui, entre as três debutantes, o modelo 1300 R, sem roupa, com visual bastante agressivo, deve continuar sendo o mais vendido, a exemplo do que já acontecia com a antecessora 1200 R. A primeira moto BMW da séria K foi lançada em 1983, com motor de 1.000 cm³ e quatro cilindros em linha deitado, em vez dos tradicionais dois cilindros boxer, equipada com refrigeração líquida e injeção eletrônica. Um espanto para a época. A segunda geração veio em 2004, com os mesmos quatro cilindros em linha, agora inclinados em 55 graus e 1200 cm³. A terceira geração chega agora com 1.300 cm³.

Na pista
Os bancos ficaram mais largos e com opção de duas alturas, entre 790 mm e 820 mm, adaptando-se à estatura do piloto. Os comandos do guidão (posição dos botões de seta, buzina etc.) finalmente adotaram os padrões mundiais, já que a BMW teimava em manter sua própria e complicada configuração. Com o motor em funcionamento, percebe-se outra mudança. O som ficou mais convidativo, com o escape mais curto e baixo, seguindo a tendência mundial. Na hora de engatar a primeira e rodar pela bela pista do autódromo da Fazenda Capuava, no interior de São Paulo, continua o ruído "clanc" característico do câmbio, com transmissão por cardã, quase sem folgas.

O motor, com a clássica arquitetura de quatro cilindros em linha, fornece 173 cv a 9.250 rpm. Um ganho de 10 cv, com 1.000 rpm a menos em relação ao modelo anterior. O torque também chega mais cedo e generosamente: 70% já está disponível a 3.000 rpm. O resultado são retomadas vigorosas e saídas de curvas mais rápidas, ajudadas por um câmbio de seis marchas, com relação ligeiramente mais curta. Em compensação, a distância entre-eixos foi aumentada, oferecendo mais estabilidade nas retas. As rodas, com aros de liga leve, 17 polegadas e pneus esportivos, também permitem atacar as curvas com agressividade.

Ajustes
Embora seja uma das características das motos do tipo naked, ou peladas, a falta de carenagem limita o conforto aerodinâmico. Para compensar, a montadora oferece como opcional o sistema de controle de pressão dos pneus e o Eletronic Suspension Adjustment (ESA II), que permite ajustar, por meio de um botão, o comportamento das suspensões, conforme o tipo de piso, peso da moto e tocada do piloto. Para andar no limite, o câmbio conta com um sensor que, no momento da troca de marchas para cima (da menor para a maior), corta por frações a ignição, permitindo cambiar sem acionar a embreagem e sem tirar a mão do acelerador. Uma verdadeira curtição e um prazer em tocadas agressivas. Ainda na hora de enrolar o cabo, também pode ser equipada opcionalmente com o sistema de controle de tração.

Sensores comparam a rotação da roda dianteira com a traseira. Se a rotação da roda traseira aumenta repentinamente, o sistema corta o motor, eliminando a derrapagem. Para os mais abusados, o controle pode ser desligado. Na hora de brecar, freios ABS EVO (Evolution), com dois discos de 320 mm na dianteira e um simples de 265 mm na traseira. O quadro é em alumínio e as suspensões, iguais às do modelo esportivo S, com sistema Duolever na dianteira (135 mm) e Paralever na traseira (115 mm), ancorada em monobraço. O peso a seco é de 217 kg e o painel, com multifunção digital, pode ser trocado por um esportivo, que informa tempos de volta, velocidades máximas em cada marcha etc. O visual ganhou apenas novos detalhes e leds na lanterna traseira, mas conserva os faróis assimétricos. O preço é de R$ 64.900 para a versão Standard, R$ 73.900 para a Special e R$ R$ 82.900 para a Premium. Informações na Euroville: (31) 3004-4100.

(*) Viajou a convite da BMW

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