BRP CAM-AM Spyder 990 - Três ao contrário

Triciclo da canadense Bombardier tem duas rodas na dianteira e uma na traseira, visual exótico e muita eletrônica embarcada, além de esbanjar conforto e segurança

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postado em 03/05/2009 19:56 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
Para viagens, modelo tem porta-malas de 44 litros, na dianteira - Fotos: Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press - 29/4/09 Para viagens, modelo tem porta-malas de 44 litros, na dianteira
O inédito Spyder 990, lançado pela canadense Bombardier, em 2007, e disponível oficialmente no Brasil desde 2008, inverteu o formato dos triciclos tradicionais, colocando duas rodas na dianteira e uma na traseira. Essa arquitetura, somada ao visual exótico, com uma frente "bicuda", composta de um capõ com porta-malas e pequeno para-brisa com faróis incrustados, além de rodas cobertas por para-lamas envolventes, chama mais atenção que um trio elétrico. Não por acaso, o modelo foi batizado de Spyder (aranha, em inglês). A dianteira lembra um carro, ou quadriciclo, mas a presença do guidão embaralha o raciocínio.



O pacote, entretanto, vem recheado de muita tecnologia e eletrônica, além de um motorzão sempre alerta, da austríaca Rotax (também controlada pela Bombardier), com dois cilindros em V, inclinados em 60 graus, com 997,6 cm³, equipado com injeção eletrônica e refrigeração líquida, que desenvolve 106 cv de potência (a 8.500 rpm) e torque de 10,6 kgfm (a 6.250 rpm). Neste mundo globalizado, a gigante Bombardier (nascida em 1942) fundou, em 2003, a sua divisão de veículos de recreação BRP (Bombardier Recreational Products), para abrigar sua linha de jet-skis e quadriciclos, e, agora, também o Spyder.
Os freios, a disco nas três rodas, estão equipados com sistema ABS - Os freios, a disco nas três rodas, estão equipados com sistema ABS

Eletrônica
O motor é o mesmo que equipa a superesportiva Aprilia RSV Mille, com 143 cv, mas devidamente amansado e adaptado para as novas funções. Na hora de acelerar, por exemplo, tem controle de tração, que não deixa a roda traseira e motriz (com pneu 225/50, aro 15) girar em falso, comprometendo a segurança. Nesse quesito, a marca não economizou. Para as curvas mais radicais, conta com sistemas de controle de estabilidade (VSS e SCS) que, por meio de vários sensores, fazem a leitura das condições de piso, inclinação, velocidade e ângulo do guidão. Depois de processadas essas informações, os sistemas cortam o motor por frações, se necessário, evitando situações de perigo, ou capotagens, por exemplo.

A eletrônica também está presente nos freios. Os dois discos (de 260 mm) na dianteira e o único na traseira (de 240 mm) têm o sistema ABS (antitravamento) e sistema de distribuição de pressão nas rodas (EBD), já que o freio é acionado em conjunto, somente por meio do pedal do pé direito. Nem manete do freio dianteiro tem, como nas motos. O painel é completo, com instrumentos analógicos e tela digital, com todas as informações. A chave de contato é codificada, para dificultar os amigos do alheio. Para quem quer mais mordomia, existe a opção do cambio eletrônico, acionado por meio de botões no próprio guidão.

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Andando
A surpresa começa na hora de manobrar. O piloto tem à disposição marcha a ré e guidão assistido eletricamente. Fica fácil virar, apesar dos largos pneus dianteiros (especiais, 165/65 aro 14), calçados em rodas de liga leve. O melhor é que o guidão vai ficando mais firme automaticamente, conforme a velocidade. Nas curvas, para quem está costumado a andar de moto, é necessária uma lavagem cerebral. A sensação de "pânico" é rapidamente substituída por prazer, já que o Spyder apresenta bastante estabilidade, por conta do batalhão de chips da eletrônica, do rígido quadro e dos bons pneus. Por mais que se tente o contrário, até nas barbeiragens, o veículo mantém a trajetória, com as rodas no chão.

Outra tarefa de reeducação do cérebro fica na hora de frear. Como só existe o pedal de freio, fica a sensação de que o Spyder não tem freio dianteiro, exatamente o mais importante. Acostumado, dá para abusar, avalizado pelos sistemas ABS e de distribuição de cargas, EBD. Na estrada, é uma curtição, com os prazeres da moto, muito conforto para piloto e garupa e velocidade (final de quase 200 km/h), inclusive com porta-malas de 44 litros. No trânsito, nem tanto, já que ocupa quase o mesmo espaço que um carro. A suspensão traseira é mono, regulável, com 145mm de curso. A dianteira é independente, com 144 mm de curso. A transmissão é por correia e o peso, de 316 kg. Também existe uma vasta linha de acessórios e equipamentos. O Spyder custa R$ 77 mil, na versão manual, e R$ 79 mil, na automática, e pode ser encontrado na Quadrijet, telefone (31) 3581-3007.
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