MV Agusta lança versão 2010 da superesportiva F4

Modelo exclusivo da marca italiana aparece ainda mais potente e leve

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postado em 10/11/2009 14:21 Julio Cabral /Estado de Minas
Fotos MV Agusta/Divulgação
Perto de ser vendida pela Harley-Davidon, a italiana MV Agusta reformou por completo a superesportiva F4, uma novidade apresentada no Salão de Motos de Milão, aberto hoje ao público. Sem esquecer a herança emblemática da moto, a marca construiu um modelo novo. São inéditos o chassi e a suspensão, com uma diminuição de 10 kg no peso total de 192,5 kg. O motor de quatro cilindros de 998 cm³ conta com 20 válvulas e dois bicos injetores por cilindros para extrair 186 cv de potência a 12.900 rpm, 12 cv a mais do que antes. Com isso, a relação peso/potência fica em 1,03 kg/cv, um índice comparável as melhores superbikes japonesas.

As linhas angulosas foram reformuladas e a moto se tornou mais esguia, com 4 centímetros a menos do que a antecessora. O quadro feito em aço e alumínio foi completamente refeito e contribui para a distribuição quase perfeita de massas, de 48% para a dianteira e 52% para a traseira. O tanque está mais afilado. Feito em nylon, essa peça é 1,2 kg mais leve que o tanque anterior. Essa preocupação com a forma deu a MV Agusta F4 uma área frontal reduzida, comparável a uma esportiva de dois cilindros, como as Ducati.

Veja mais fotos da MV Agusta F4 2010!

Estão lá elementos inconfundíveis da F4, como o farol com formato de losango, agora equipado com lâmpadas de xênon, as quatro saídas de escape agrupadas na rabeta e as rodas em forma de estrela, com cinco raios e 1,2 kg a menos. Os angulosos retrovisores, por sua vez, exibem indicadores de direção em LEDs, tal como as setas traseiras e a lanterna.

Equilíbrio dinâmico é garantido neste projeto voltado para as pistas - Equilíbrio dinâmico é garantido neste projeto voltado para as pistas


Para assegurar o equilíbrio, a moto conta com uma nova geração de controle eletrônico de tração. A herança das pistas fica clara em detalhes, como a caixa de marchas de 6 velocidades, que pode ser retirada sem grande esforço, tal como em uma moto de competição. As suspensões são a duplo garfo invertido Marzocchi na dianteira e monobraço na traseira, 1,2 kg mais leve que o antigo. Os freios dianteiros são da Brembo, com dois discos flutuantes, pinças de seis pistões e apenas 5 mm de largura, enquanto o traseiro é da Nissin, produzido especialmente para a moto com pinça de quatro pistões.

O painel é completamente digital, com uma nova tecnologia que permite uma maior resolução e resposta mais rápida, o que assegura uma reprodução instantânea da subida de giros e do ganho de velocidade da superesportiva. A moto pode ainda ser personalizada completamente pelo dono, com peças ainda mais leves, feitas em fibra de carbono, titânio ou magnésio, escapamentos e unidade de controle do motor mais esportivos ou modificações estéticas. Até mesmo a perfeição propalada pela MV Agusta pode ser retocada.
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