KTM 450 Rally - Areia na veia

A edição 2011 do Rally Dakar começa sábado, em Buenos Aires, seguindo para o Chile e retornando 15 dias depois. Serão quase 10 mil quilômetros sobre diferentes terrenos

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postado em 30/12/2010 11:05 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
O espanhol Marc Comas venceu o Rally dos Sertões deste ano no Brasil - KTM/Divulgacao O espanhol Marc Comas venceu o Rally dos Sertões deste ano no Brasil

Pela terceira vez consecutiva, o maior e mais famoso rali do planeta será disputado na América do Sul. O nome Paris-Dakar ou simplesmente Dakar continua, pelo carisma e lenda criados pelo desafio das areias dos desertos e savanas africanas, mas problemas políticos fizeram a competição cruzar o Atlântico. A largada, como nos dois anos anteriores, será em Buenos Aires, Argentina, em 1º de janeiro de 2011, seguindo para o Chile e retornando à capital portenha no dia 15. Serão 9.659 quilômetros de percurso, com nada menos que 5.061 quilômetros de etapas especiais contra o relógio e 4.598 quilômetros de etapas de ligação.

Um duríssimo teste para as 186 motocicletas inscritas, que cruzarão a altitude da Cordilheira dos Andes, com temperaturas muito baixas, e logo em seguida enfrentar o deserto de Atacama, no Chile, um dos mais secos e quentes do mundo. A prova saiu da África em 2008, quando foi cancelada a apenas um dia da largada, por ameaças à caravana, como forma de protesto, por diferenças ideológicas e políticas de alguns países. Por esse motivo, a competição veio para a América do Sul, conservando o desafio de enfrentar desertos e montanhas. Em 2012, existe a possibilidade de o Brasil entrar no roteiro, junto a Argentina e Chile.

Desafio

A organização, a cargo da francesa Amaury Sports Organization (ASO), já entrou em contato com os dirigentes do Brasil, para viabilizar a prova pelo país. Mesmo assim, com a proximidade das distâncias, facilitando a logística, um reduzido time de pilotos brasileiros vai disputar o rali, com destaque para José Hélio, a bordo de uma BMW 450 Speed Brain, Jean Azevedo, veterano da prova, com uma KTM, e Vicente de Benedictis, com uma Honda. Entretanto, a marca que mais investe e tem maior presença na competição é a austríaca KTM, vencedora das duas últimas edições, disputadas na América do Sul, com os pilotos Marc Comas, da Espanha, e Cyril Despres, da França.

A KTM ameaçou ficar de fora quando a organização limitou as motos em 450cm³, por questões de segurança. Os modelos de dois cilindros e 990cm³ chegavam perto dos 250km/h, comprometendo a integridade dos pilotos. A organização, então, aumentou as dificuldades do percurso, favorecendo as motos de 690cm³, mais ágeis. Por fim, limitou os motores em 450cm³, para reduzir ainda mais a velocidade, em uma transição que vai ser completada na edição de 2011. A KTM reviu sua posição e disputa a prova com uma gigantesca estrutura, que inclui caminhões, caminhonetes e até motos de apoio, para seus pilotos oficiais e diversos não oficiais.

Moto

Entre os pilotos oficiais está o catalão espanhol Marc Comas, que venceu o 18º Rally dos Sertões deste ano, disputado entre Goiânia e Fortaleza. Já o Francês Cyril Despres é o atual campeão do Dakar. Uma dupla a ser batida, que usa o modelo KTM Rally 450. O regulamento prevê que os pilotos têm que levar um reservatório de água como suprimento, além de um dispositivo eletrônico, que, quando acionado, indica uma situação de emergência e a sua localização, rastreado por satélite, para o resgate. Porém, significa a eliminação da prova. Eles também são obrigados a respeitar limites de velocidade dentro de povoados, mas, nas etapas especiais, ganha quem for mais rápido.

Vence a prova quem somar menos tempo em todas as especiais. Para tanto, a KTM Rally 450 conta com três tanques de combustível, que somam 35 litros. O motor tem um cilindro, de 449,3cm³ de cilindrada, com refrigeração líquida, mas é alimentado por carburador. É que se der problema no meio do nada, alicate e arame resolvem. A suspensão dianteira é White Power, com tubos de 52mm e 300mm de curso. A suspensão traseira, da mesma marca, é mono e tem 310mm de curso. O quadro é feito em tubos de treliça, e o banco fica a 890mm do chão. Os freios são a disco. Na dianteira, com 300mm, e na traseira, 240mm. Apesar das peças em alumínio, como aros e guidão (Magura), o peso é de 145 quilos, que depois de abastecida beira os 180 quilos. Isso, em situações de areia escaldante e sozinho, longe de tudo. Mesmo assim os pilotos adoram.

A KTM tem tanque de 35 litros e banco a 980mm - KTM/Divulgacao A KTM tem tanque de 35 litros e banco a 980mm

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