DUCATI DESMOSEDICI GP11

O doutor veste vermelho

Valentino Rossi vai pilotar o modelo italiano no mundial de MotoGP de 2011 e tentar emplacar o sétimo título na categoria. São mais de 200cv para garantir os resultados

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.
postado em 21/01/2011 21:40 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
Fotos: Ducati/Divulgação
Nove vezes campeão mundial de motovelocidade, o badalado piloto italiano Valentino Rossi trocou o azul da japonesa Yamaha pelo vermelho da italiana Ducati, equipe pela qual vai disputar as duas próximas temporadas – 2011 e 2012 – da categoria rainha mundial da velocidade, a MotoGP. A apresentação oficial foi no dia 12, durante o evento anual da equipe, batizado de Wrooom, realizado em Madonna di Campiglio, estação de ski na Região de Trento, Norte da Itália. Foi a primeira vez que piloto e equipe puderam aparecer vestindo as cores oficiais do time, com destaque para o tradicional vermelho da marca, que decora a nova moto Desmosedici GP11.

Sonho antigo da Ducati (campeã em 2007) e dos fanáticos torcedores italianos, tifosi, de contar com o astro mundial para formar uma equipe genuinamente nacional, começou a se concretizar no fim da temporada passada, quando foi contratado. Por conta do antigo vínculo, não podia aparecer com as novas cores, agora reveladas oficialmente. Ainda no fim do ano passado, com autorização da Yamaha, Valentino Rossi testou a moto da temporada 2010, mas pintada de preto, sem qualquer identificação. O primeiro teste com a nova moto, GP11, com a decoração oficial, será em Sepang, na Malásia, durante testes coletivos da categoria, entre 1º e 3 de fevereiro.

APELIDOS Com uma carreira que contabiliza nove títulos mundiais – um na categoria 125cm³, um na 250cm³, um na 500cm³ (antes da mudança de nome para MotoGP, equipada com motores do tipo quatro tempos) e mais seis na atual MotoGP – o piloto também colecionou adjetivos, como Bambino D’Oro ou menino de ouro, apesar dos seus 32 anos, além de diversos apelidos. Um dos mais usados é o Doctor, ou doutor, pela maestria e técnica com que pilota e autoridade de suas vitórias, que já somam 105. Estas, marcadas pela irreverência e encenações nas comemorações, e mais o recorde absoluto de 174 pódios.
A GP11 tem motor de quatro cilindros em V, com 800cm³ - A GP11 tem motor de quatro cilindros em V, com 800cm³


O mundial de motovelocidade começou em 1949 e em 2002 foi iniciada uma radical transformação, com a introdução dos motores do tipo quatro tempos, em substituição aos de dois tempos, por força das exigências ambientais de redução de emissões. Valentino Rossi, entretanto, acabou vencendo nas duas modalidades. Inicialmente, os motores do tipo quatro tempos eram de 990cm³. Em 2007, em uma tentativa de reduzir a velocidade, visando o aumento da segurança, os motores foram limitados em 800cm³. A estratégia não deu muito resultado, pois, se perderam nas retas, embora ultrapassem os 310km/h, ganharam agilidade nas curvas, mantendo praticamente o mesmo resultado final. Por esse motivo, já existe uma corrente estudando a volta do antigo formato.

MOTO Seja qual for o tipo de motor, quem sai ganhando é o consumidor final, já que os protótipos do mundial de MotoGP desenvolvem tecnologias que acabam sendo usadas comercialmente nas motos de rua, que também são equipadas com motores do tipo quatro tempos. Ainda mais que para a temporada de 2011, com 18 etapas, que começa em 20 de março, no Catar, e termina em 6 de novembro, na Espanha, as equipes só podem usar seis motores, aumentando o desenvolvimento na robustez e durabilidade. A nova Ducati GP11 também ganhou nova aerodinâmica e modernizações no motor, apesar das limitações no emprego de eletrônica, por força do regulamento.

Com arquitetura de quatro cilindros em V, inclinados em 90 graus, o propulsor da moto que o Doutor vai pilotar tem 799cm³ e está equipado com refrigeração líquida, quatro válvulas por cilindro e duplo comando desmodrômico. A marca só informa que a potência é superior aos 200cv. O câmbio tem seis marchas e é facilmente retirável para ajustes. O acelerador é eletrônico, e a embreagem antitravamento. O quadro exclusivo é fabricado em fibra de carbono, o escape é Termignoni e a corrente de transmissão final é Regina. A suspensão dianteira é Ohlins, com tubos de 48mm de diâmetro. A traseira, mono, também Ohlins. Ambas são ajustáveis. A freio dianteiro tem duplo disco de fibra de carbono, com 320mm de diâmetro e pinças Brembo radiais de quatro pistãos. O freio traseiro, menos exigido, é em aço, com pinça de dois pistãos. As rodas em liga leve têm aro de 16,5 polegadas e o peso a seco, limitado pelo regulamento, é de 150kg.

Tags: valentino

Veículos

Encontre seu veículo

Ultimas Notícias

ver todas
23 de outubro de 2017
17 de outubro de 2017

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação