Paixão - Duas rodas no velho continente

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postado em 07/03/2011 10:00 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
As motocicletas, por sua praticidade e agilidade, assumem várias e inusitadas formas de utilização, no embalo da criatividade sem limites da mente humana e da necessidade de transporte rápido e econômico. Na Europa, com suas muitas cidades medievais, de vielas e passagens estreitas, que praticamente banem os volumosos veículos de quatro rodas, as bípedes motos, bicicletas e afins ganham ainda mais importância, pela facilidade de locomoção. Seu uso, além de mais inteligente, é também ecologicamente correto e saudável, especialmente no caso das bicicletas, e quase uma questão de sobrevivência urbana na selva de pedra de alguns lugares.

MAGRELAS

Basta dar uma olhadinha nas proximidades da estação ferroviária central de Amsterdam, na Holanda, para constatar um verdadeiro mar de bicicletas estacionadas. Lá, a cultura deste tipo de transporte movido a batatas está arraigada e faz parte do cotidiano, ajudada por uma extensa rede de ciclovias, pela topografia plana e, principalmente, pelo respeito ao ciclista. Desta forma, homens, mulheres, crianças e idosos circulam em multidões por toda parte e para as mais diversas atividades, com destreza e eficiência, deixando os fumacentos motores na garagem, claro, quando elas existem! No departamento de motocicletas, que exigem deslocamentos mais longos ou com mais peso, também cumprem seu papel facilitador.

NA PRAÇA

A dupla sertaneja Bruno&Marrone não teria o menor problema em dormir em alguma praça de Amsterdam, já que poderia levar seu próprio e confortável sofá na moto. Ainda mais que não são vagabundos! Praças, aliás, que parecem estacionamentos (permitidos) de scooters, usados maciçamente por sua facilidade de pilotagem e funcionalidade. Em Barcelona, na Espanha, em vez de alugar um carro, o turista pode rodar a bordo de um triciclo de dois lugares, com motor e guidão de moto, e pequenas dimensões, para ir a todos os cantos e estacionar com facilidade. Se preferir, pode até mesmo rodar com um oriental riquixá, movido a muque mesmo. Tudo sob forte campanha catalã de respeito e civismo ao trânsito de moto.

ABANDONO

Em Paris, apesar da excelente rede de metrô, pode-se rodar de scooter com desenvoltura pelo lado de cima das ruas, degustando sem pressa as incríveis atrações arquitetônicas da Cidade Luz, com o privilégio de poder parar sem ganhar uma multa ou atravancar o trânsito. Não por acaso, a cidade também oferece vasta malha de ciclovias e rede pública de aluguel de bicicletas, as badaladas Vlibs, e está de olho nos scooters elétricos, como o MINI E (inspirado no Mini Cooper), apresentado no Salão de Paris de 2010, com motores nas rodas e conexão ao celular e GPS. Apesar de todas essas vantagens, ainda é possível ver na Europa uma cena contraditória e melancólica, fruto talvez do perverso consumismo desregrado que exige status e renovação dos incautos. Em Lisboa, Portugal, que, curiosamente passa por aperto econômico, uma outrora imponente superesportiva, que ainda bateria um bolão, jaz abandonada, ao lado de um não menos útil microscooter.

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