KTM X-Bow - Laranja nervosa

Modelo tem quatro rodas e performance de carros de corrida, mas conserva traços das motocicletas, confirmando o DNA da montadora. Motor é um 2.0 de 240cv de potência

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postado em 29/04/2011 16:52 Téo Mascarenhas /Estado de Minas

Fotos: KTM/Divulgação

 

A marca austríaca KTM, conhecida pela cor laranja de seus modelos, ganhou fama com motocicletas do tipo fora de estrada, além de títulos pelo mundo afora. Para não correr o risco de disputar um segmento só, e diversificar suas atividades, vem desenvolvendo modelos de rua, como a superesportiva RC8, além da pequena street Duke 200 (em parceria com a indiana Bajaj, dona de parte de seu capital), que vai chegar ao Brasil, montada em Manaus, Amazonas, no início de 2012. De olho em nosso mercado, a marca desembarcou oficialmente no país com planos ousados, que incluem uma fábrica, rede de concessionários, além da importação imediata de modelos mais sofisticados, como o exótico X-Bow, equipado com quatro rodas.

 

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A transição das duas para as quatro rodas, em mais uma vertente de negócios, porém, mostra que as motos ainda estão no sangue da montadora, já que o X-Bow não tem teto, portas, porta-malas, para-brisa nem pneu reserva. Além disso, para pilotar, apesar do volante em lugar do guidão, é necessário o capacete, que também deve ser usado pelo passageiro. O banco não tem regulagem, pois é moldado diretamente no chassis, em fibra de carbono. O ajuste para a estatura de cada piloto é feito por meio dos pedais, com acerto na altura. E, se começar a chover, o jeito é tomar uma aspirina. A concessão fica na hora de parar. Uma capa tem o papel de proteger o banco do tipo concha contra alagamentos.

ADRENALINA O X-Bow, apresentado em 2007, chega agora ao Brasil oficialmente com preço sugerido de R$ 290 mil. O cliente, contudo, leva para casa diversão garantida, traduzida em um motor herdado da Audi: um 2.0 com quatro cilindros em linha, equipado com turbo compressor e intercooler, que desenvolve 240cv a 6.000rpm. O chassis, construído em fibra de carbono e kevlar, foi desenvolvido pela italiana Dallara, que tem no currículo a construção de centenas de modelos de competições, inclusive de F1, e resulta em um peso total de somente 790kg. A soma da potência do motor com o baixo peso transforma o modelo em um bólido de alta performance, comparado aos carros de competição.


O X-Bow acelera até 100 km/h em apenas 3,9 segundos, e em 8,51 segundos já está a 160 km/h, mas tem a velocidade máxima limitada eletronicamente em 220km/h, por conta da segurança. O câmbio tem seis marchas sequenciais e é operado no volante por meio de aletas, como nos carros de F1. Também semelhante é o painel, com informações no volante, que pode ser retirado ou ajustado na altura, para facilitar o embarque e desembarque do piloto. Para proteger os ocupantes, arcos anticapotamento, conhecidos popularmente como santantônios, e cintos de segurança de quatro pontos nos bancos para amarrar bem o piloto e passageiro. Prazer em pilotar. Este foi o espírito que norteou o estúdio do projetista Gerald Kiska, de Salzburgo, na Áustria, que coincidentemente também projeta motos da marca.

TÉCNICA A exótica carroceria, com somente 3,738mm de comprimento, foi desenvolvida com ajuda de túnel de vento e ganhou a classificação de roadster. Partes da cobertura são propositalmente transparentes, ou vazadas, para oferecer visibilidade aos componentes mecânicos. O centro de gravidade fica a apenas 400mm do solo, proporcionando mais estabilidade. O modelo conta com suspensão dianteira equipada com amortecedores White Power – WP (mesma marca utilizada nas motocicletas), com regulagem na pré-carga da mola, compressão e retorno do hidráulico, mesmo arranjo para o conjunto de suspensões traseiro.

Outro cacoete motociclístico são as rodas, com aros de medidas diferentes. Na dianteira, aros de 17 polegadas, com pneus de perfil baixo 205/40. Na traseira, aros de 18 polegadas, com pneu 235/40. Para brecar, poderosos freios Brembo, com discos ventilados de 305mm de diâmetro na dianteira, e discos de 262mm de diâmetro na traseira. Também com pinças Brembo. A KTM oferece ainda uma lista de opcionais, como diferencial de deslizamento limitado e rodas com porca central. Além disso, existe a série limitada ROC, derivado do festival Race Of Champions, corrida disputada por campeões de várias modalidades com o X-Bow, dentro de estádios, para a alegria do público, com pintura personalizada e equipamentos extras. Informações: grupo Izzo (31) 3275-2711.
A carroceria é em fibra de carbono, kevlar e alumínio - A carroceria é em fibra de carbono, kevlar e alumínio

Tags: carro

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