Kawasaki Z 1000 - Dragster civilizado

Com motor de quatro cilindros em linha e visual agressivo, modelo proporciona posição confortável de pilotagem e muita disposição para acelerar e reacelerar

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postado em 06/05/2011 21:29 Téo Mascarenhas /Estado de Minas

Mario Villaescusa/Divulgacao

 

A musculosa Kawasaki Z 1000 segue o estilo naked, ou pelada, sem carenagem, para deixar propositalmente o motorzão de quatro cilindros em linha exposto, como uma espécie de troféu. Apresentada em 2002, tinha o propulsor herdado da superesportiva ZX-9R, com alguns ajustes. Mas na versão 2010, o modelo ganhou o motor da também superesportiva ZX-10R, versão 2006, aumentado para 1.043cm³ e também modificado no comando de válvulas, mapa de injeção, filtro de ar e outras adaptações, que privilegiaram o torque em relação à potência pura. O resultado foi a criação de um dragster civilizado para rodar nas ruas, que o marketing também gosta de chamar de streetfighter (guerreiro urbano) ou ainda de muscle bike, algo como moto de força.
Qualquer que seja a classificação, a alternativa está correta. Os quatro cilindros em linha, alimentados por injeção eletrônica, equipados com 16 válvulas e refrigeração líquida, fornecem 138cv a 9.600rpm e torque de 11,2kgfm a 7.800rpm, capazes de proporcionar vigorosas arrancadas para massagear o ego do piloto. Entretanto, o motor não sobreviveria sozinho sem os outros sistemas da moto. O quadro também foi modernizado e é construído em alumínio, com dupla trave e o próprio motor fazendo parte da estrutura, para reduzir o peso de 218kg em ordem de marcha. Para dar agilidade ao conjunto, necessária para rodar nas ruas, o garfo tem pouca inclinação, reduzindo a distância entre-eixos.

ACELERANDO O piloto fica encaixado, com a vantagem da reduzida altura do banco, a 815mm do chão, que permite apoiar com firmeza os pés no chão, além de rebaixar as massas. Além disso, o guidão mais largo e alto deixa a posição de pilotagem mais em pé e confortável, inclusive para enfrentar o trânsito. Em compensação, na hora de explorar de forma mais abusada o motorzão nas estradas com retas, a situação se inverte e a pilotagem fica desconfortável em função da quase ausência de proteção aerodinâmica. Dessa forma, sua praia sâo trechos mais travados, nos quais o bom torque faz a diferença nas saídas de curvas ou até mesmo nas cidades, no constante anda e para do trânsito engarrafado, apesar das dimensões avantajadas.

Para acentuar ainda mais essa característica, a relação do câmbio das seis velocidades é mais curta nas primeiras marchas, evidenciando a musculatura do motor. Outro item que impressiona é o painel. Totalmente digital, tem formato alongado e pode ser regulado na inclinação, para melhor visualização de cada um. As rodas de liga leve, com aros de 17 polegadas de diâmetro, mesma medida utilizada nas superesportivas, também contribuem para a agilidade nas mudanças rápidas de direção, garantida por pneus de caráter esporte, com medida de 120/70 na dianteira e um largo 190/50 na traseira. Com tudo adaptado para o piloto, quem sofre é a garupa, que fica no segundo andar do banco em dois níveis e nem tem alças para segurar.

VISUAL Em relação ao modelo caçula, Z 750, que é montado no Brasil, na fábrica da Kawasaki instalada em Manaus, Amazonas, a Z 1000, que ainda é importada, conta com um sistema de suspensões superior. Na dianteira, em vez do sistema telescópico tradicional, tubos invertidos, com 41mm de diâmetro e 120mm de curso. Na traseira, monoamortecedor, com 138mm de curso. Ambas plenamente reguláveis. E se o modelo tem muito fôlego para acelerar, conta com freios à altura, bem modulados e que transmitem segurança. Na dianteira, dois discos de 300mm de diâmetro, com pinças de quatro pistãos, com bordas recortadas, estilo margarida. Na traseira, um disco simples, com 250mm de diâmetro, também estilo margarida.

Kawasaki/Divulgacao


A Kawasaki também oferece a versão equipada com o sistema ABS antitravamento, que acrescenta 3kg ao peso da moto. O visual é bastante agressivo, com linhas vincadas e retas. O destaque fica com os escapes, de saídas custas e baixas, como dois megafones, para ajudar a rebaixar as massas. Sob o motor, um abafador e uma capa, estilo limpa-trilhos, para disfarçar. Seguindo as tendências atuais de estilo, o volume do modelo fica concentrado na parte dianteira, deixando a traseira mais limpa e afilada, com farolete de lâmpadas LED. O conjunto óptico dianteiro tem faróis duplos incrustados em minicarenagem. O radiador tem aletas que também abrigam as setas dianteiras. A Z 1000 tem preço sugerido de R$ 49.990, sem freios ABS, e R$ 52.990 com ABS. Informações: Moto Cidade, telefone (31) 3378-8000.

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