Suzuki Boulevard M 1500 - Balde na cabeça

Com motor de dois cilindros em V e muito torque, modelo classificado como cruiser tem cacoetes esportivos e traz como destaque no visual farol com capa de grandes proporções

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postado em 03/06/2011 18:55 Téo Mascarenhas /Estado de Minas

Fotos: Suzuki/Divulgação
O modelo Boulevard M 1500 chegou em 2010 para substituir o C 1500. A troca das letras C por M também representou uma mudança radical. A antiga C 1500, com estilo mais clássico, era uma legitima custom, com para-lamas envolventes, plataforma para os pés, guidão largo e desempenho comportado. Já a nova M 1500, classificada de cruiser, leva a letra M de muscle (músculo), já que seu estilo tem cacoetes esportivos, como suspensão dianteira invertida, farolete com LED, rodas de liga leve, guidão mais estreito e plano, pedaleiras recuadas e performance apimentada, com direito a arrancadas tipo dragster, e freios a disco duplos na dianteira.

O motor, entretanto, obedece ao padrão do segmento, com o tradicional dois cilindros em V, com inclinação de 54 graus, 1.462cm³ (também chamado de M90, em função das 90 polegadas cúbicas, alguns mercados adotam esta medida), dotado de injeção eletrônica, refrigeração líquida, quatro válvulas e duas velas por cilindro, que fornece um extraordinário fôlego. A potência chega a 80cv a 4.800rpm, mas o torque é que impressiona. Chega a musculosos 12,8kgfm a apenas 2.700rpm, capaz de enrugar o asfalto nas arrancadas. Outro efeito colateral muito apreciado, proporcionado pelo alto torque, é a redução da necessidade de trocas de marchas. Basta acelerar que o motor responde com um vigoroso soco no estomago, independentemente da marcha engatada.

ANDANDO
Para suportar o tranco, um câmbio de cinco marchas e transmissão final por eixo cardã, que dispensa manutenção. A posição de pilotagem é mais esportiva em relação às motos custom clássicas. O banco, a 716mm do chão, mantém o estilo poltrona, mas o guidão estreito e as pedaleiras recuadas deixam o piloto com uma ergonomia mais de ataque. As pedaleiras recuadas também permitem inclinar mais nas curvas, sem raspar com tanta facilidade. Essas características, mais a suspensão dianteira invertida, com tubos de 43mm de diâmetro e 130mm de curso, um rígido quadro em tubos de aço e rodas de liga leve, calçadas com pneus 120/70, aro 13 polegadas na dianteira e um largo200/50, aro 17 na traseira, convidam a abusar um pouco mais nas curvas.

 

Pode parecer estranho andar rápido com um modelo de grandes dimensões, que acusa na balança 328kg de peso em ordem de marcha (ou abastecida), e que tem 2,39m de comprimento e um entre-eixos de 1,69m. Porém, com o “torcão” do motor, fica difícil resistir e manter comportadamente uma tocada burocrática. O ego fica massageado nas arrancadas, mas é vital lembrar que o modelo não é uma esportiva pura, mas uma cruiser para encarar estradas, com itens de esportividade. O freio dianteiro conta com dois discos ventilados de 290mm de diâmetro, equipado com pinça de dois pistãos, enquanto o traseiro conta com disco simples de 275mm de diâmetro, que brecam com segurança a locomotiva.

BALDE O visual impõe pelo volume e dimensões. O largo pneu traseiro também indica as pretensões do modelo.

O toque retrô fica por conta da suspensão traseira, do tipo mono, que fica escondida, como nos modelos “rabo duro” do passado, que tinham apenas molas no banco tipo selim. Os escapes, com saída dupla e pontas chanfradas, são longos e cromados, assim como a capa do filtro de ar e outras poucas peças, ao contrário das custom clássicas, que abusam do recurso. O painel, em uma grande peça sobre o guidão, tem velocímetro horizontal em destaque e pequena tela digital. Sobre o tanque ficam outras luzes de advertência, completando o sistema de informações.

O grande destaque no visual, entretanto, fica no bojo do farol único, que tem uma grande carenagem, lembrando uma espécie de balde, ou touca pintada na mesma cor do resto da carroceria. Um recurso estilístico que causa polêmica, mas ajuda na aerodinâmica e que também é usado na irmã maior M 1800 (da qual é derivada), mas dispensado na irmã menor, M 800, que tem farol redondo, cromado e destacado e que também é comercializada no Brasil. O tanque de combustível da Boulevard 1500 comporta 18 litros, proporcionando uma autonomia razoável, se o piloto não abusar das arrancadas. A Suzuki, representada no Brasil pela J. Toledo, comercializa a Boulevard M 1500 nas cores preta e vermelha, com preço sugerido de R$ 45.900, sem frete.

Tags: suzuki

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