HONDA CBR 1000RR - O tempo voa

Atualizado técnica e visualmente, modelo 2012 da superesportiva tem melhor distribuição de potência e sistema de freios ABS como opcional. Motor quatro cilindros tem 178,1cv

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postado em 26/07/2012 13:07 / atualizado em 27/07/2012 12:46 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
O guidão tem amortecedor de direção que impede oscilações - Honda/Divulgacao O guidão tem amortecedor de direção que impede oscilações

De Indaiatuba, SP - A superesportiva CBR 1000RR completou 20 anos de estrada neste ano. Ao longo destas duas décadas, a Fireblade, ou lâmina de fogo em português, sofreu uma verdadeira metamorfose, aparentemente incompatível. Ficou mais potente e, ao mesmo tempo, mais fácil de pilotar. O primeiro modelo, apresentado em 1991, porém como 1992, tinha motor de 893cm³ e era um canhão que só visava performance, exigindo sangue frio e muita técnica dos pilotos. Como esta combinação nem sempre estava presente nas doses certas, o modelo foi sendo transformado progressivamente para dar mais dirigibilidade e menos trabalho aos anjos da guarda. O modelo 2012, que agora também chega ao Brasil, importado oficialmente do Japão, incorpora esta filosofia, sem perder a essência esportiva levada aos limites e apreciada pela seleta freguesia que consome este segmento.

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O modelo passou de 893cm³ para 919cm³ em 1996, e para 929cm³ em 2000. Em 2002, o motor foi aumentado para 954cm³. Em 2004, passou para 998cm³ e, em 2008, assume a atual configuração, com 999,8cm³. O modelo 2009 ganhou sistema de freios ABS, especial para superesportivas. O modelo 2012 ganhou aperfeiçoamentos técnicos e também no visual. O coração continua com a configuração de quatro cilindros em linha e 16 válvulas, alimentado por injeção eletrônica e refrigeração líquida. Porém, o mapeamento da injeção foi alterado para conferir um torque mais homogêneo em baixos e médios regimes de rotação, proporcionando melhores retomadas de aceleração em saídas de curva. Para auxiliar na tarefa, duas válvulas, uma mecânica e outra elétrica, foram instaladas no sistema de escape, controlando os fluxos, visando oferecer mais força.

ANDANDO Na prática, a moto ganhou um pouco mais de dirigibilidade, permitindo rodar devagar, situação comum nas cidades, sem tanto desconforto para os padrões %u201Cortopédicos%u201D de uma superesportiva. Para as situações de altas rotações e velocidade, a solução foi fornecer mais alimentação para a cavalaria, quando bicos injetores extras entram em funcionamento, como uma espécie de vitamina para o motor. Em altas velocidades, sua verdadeira praia, a Fireblade permite mudanças rápidas de direção e uma condução agressiva sem sustos e mais previsível. Entretanto, a montadora optou por não equipar o novo modelo com as possibilidades de alterar o mapeamento do motor, para pisos escorregadios, quando a potência é reduzida, e tampouco com o sistema de controle de tração, que não permite que a roda traseira patine.

Para descrever trajetórias constantes nas curvas e permanente contato do pneu com o solo, a suspensão dianteira do tipo invertida pode ser regulada e tem 110mm de curso, com o sistema Big Piston Fork (BPF), que controla os movimentos internos do óleo das canelas, conforme as irregularidades do piso. A suspensão traseira, do tipo mono, tem 138mm de curso e amplas possibilidades de regulagens. Para proporcionar firmeza ao guidão, a Fireblade 2012 adota um amortecedor de direção automático de segunda geração, desenvolvido com tecnologia das pistas do mundial de Moto GP. Quanto maior a velocidade, mais firme vai ficando o guidão. Transmite bastante segurança, já que impede eventuais oscilações que comprometem a estabilidade. Em baixas velocidades, fica leve, permitindo manobras sem dificuldade.
Os freios ABS são opcionais e têm precisão cirúrgica - Honda/Divulgacao Os freios ABS são opcionais e têm precisão cirúrgica

FREIOS A eletrônica foi aplicada intensamente nos freios com sistema ABS, oferecidos opcionalmente. Com precisão cirúrgica, que exigiu um processamento de dados mais potente e rápido, atua sem comprometer o prazer em pilotar no limite, mas não faz concessões. Não pode ser desligado nem em uma pilotagem superagressiva, que exige derrapagens, em nome da segurança. Na dianteira, são dois discos com 320mm de diâmetro. Na traseira, um disco simples com 220mm de diâmetro. O novo pacote inclui um painel totalmente novo e 100% digital, que além das informações de praxe oferece regulagens na forma de apresentação do conta-giros em barras, tempo de voltas, luz que alerta a hora exata de trocar as marchas, conforme o nível de rotações selecionado pelo piloto, assim como indicação da marcha engatada.

O motor fornece 178,1cv a 12.000rpm e torque de 11,4kgfm a 8.500rpm. A embreagem é deslizante para permitir reduções radicais sem travar a roda traseira e comprometer a estabilidade. O quadro é em alumínio, privilegiando a centralização das massas, e o peso a seco é de 178kg, sem ABS, e 189 kg, com o sistema de freio antitravamento. No visual, o conjunto óptico dianteiro conservou os faróis afilados e as entradas de ar que pressurizam a mistura em altas velocidades, mas a carenagem ficou mais vincada e mais confortável aerodinamicamente para o piloto. As setas são integradas aos retrovisores e o farolete ganhou LEDs. As rodas em liga leve com aros de 17 polegadas agora têm 12 pontas. A Honda Fireblade 2012 também conta com sistema antifurto com chave codificada. O preço sugerido, sem frete e seguro, é de R$ 59,9 mil para a versão sem ABS, e R$ 62,9 mil para a versão equipada com sistema ABS.


(*) Viajou a convite da Honda
O painel é totalmente digital  - Honda/Divulgacao O painel é totalmente digital

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