Túnel do tempo

Triumph lança a Bonneville T100 com estilo retrô

Com design dos anos 1960, mas tecnologia atual, a Bonneville tem motor de dois cilindros paralelos com bom desempenho e muita suavidade para encarar o dia a dia

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postado em 10/07/2013 12:00 / atualizado em 11/07/2013 19:58 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
A posição de pilotagem é extremamente intuitiva e facilitada  - Tiago Espíndola/Divulgação A posição de pilotagem é extremamente intuitiva e facilitada

A marca inglesa Triumph conseguiu a façanha de reinventar um de seus ícones em duas rodas, o modelo Bonneville, reunindo o charme dos anos dourados e a tecnologia atual, em uma alquimia bem resolvida. Assumidamente retrô, a Bonneville, que nasceu em 1959 e subiu no telhado na década de 1980, junto com a própria marca, ainda deu alguns suspiros, fabricada por uma cooperativa de ex-funcionários, porém conservou a essência do modelo original. A Triumph renasceu completamente modernizada, com vigor e ousadia no início dos anos 1990, desde o fim do ano passado está oficialmente instalada no Brasil.

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Com o sucesso nos anos 1960, o modelo foi parar nas telas de Hollywood e na garagem de artistas como Marlon Brando, James Dean e Esteve MaCqueem, alimentando ainda mais sua fama, junto com o nome Bonneville, em homenagem ao lago salgado no estado de Utah, nos Estados Unidos, usado para quebrar recordes de velocidade, inclusive com as Triumph. Com essa responsabilidade, o novo modelo, entretanto, não vive só do passado para tentar conquistar o freguês do futuro. Um detalhe, porém, impressiona pelo preciosismo: o sistema de injeção eletrônica de combustível imita com perfeição os aposentados carburadores para compor o visual.

ANDANDO O que não deu para esconder foi o sistema de freios. Em vez dos antiquados tambores da época, a Bonneville atual incorpora os mais eficientes discos, em nome da segurança. Na dianteira, um disco com 310mm de diâmetro e pinças Nissin de duplo pistão. Na traseira, o disco tem 255mm de diâmetro. Um conjunto correto e eficiente, apesar de o ABS não ser oferecido nem como opcional. O motor conservou a arquitetura original, com dois cilindros paralelos, com refrigeração a ar, ajudada por um camuflado radiador de óleo. A capacidade, contudo, foi aumentada de 650cm³ para 865cm³ de cilindrada e “arredondada” pela marca para 900cm³.

Tiago Espíndola/Divulgação


A potência é de 68cv a 7.500rpm e o torque chega a 6,9kgfm a 5.800rpm. Ao contrário do modelo pioneiro, o motor é extremamente suave e redondo. O próprio som dos escapes duplos, como na original em formato de garrafa, chega aos ouvidos quase pedindo licença, mas agradavelmente. A pilotagem transmite uma sensação de intimidade de tal ordem que já nos primeiros quilômetros rodados a moto parece ser uma velha companheira. Para isso contribui uma ergonomia mais relaxada, típica dos anos 1960 e 1970, um banco mais baixo, a 775mm do chão, plano e confortável, além de um guidão mais largo.

DETALHES O visual é o grande apelo da Bonnie, como é carinhosamente chamada, apesar de o motor proporcionar boas retomadas e um surpreendente desempenho no trânsito de cidades, auxiliado pela facilidade na pilotagem. A pintura obedece ao esquema original em duas cores. Além disso, o tanque, com capacidade para 16l, tem borrachas laterais de proteção, mas não tem chave na tampa. A chave de ignição, aliás, é no estilo mão inglesa. Fica ao contrário e à esquerda na coluna de direção, enquanto a tranca fica do lado direito, exigindo ginástica em nome da originalidade. O painel, com velocímetro e conta-giros, também em estilo retrô, requer atenção.

A escala principal é em milhas e pode confundir o piloto em trechos com velocidade controlada, por exemplo. O toque de modernidade fica por conta de uma pequena tela digital com os hodômetros. Por outro lado, para compor o estilo, a suspensão dianteira com tubos de 41mm de diâmetro e 120mm de curso tem capa de borracha sanfonada e castiga um pouco o piloto em pisos irregulares. A suspensão traseira tem dois amortecedores reguláveis, com 106mm de curso. Ambos da marca Kayaba. Estilo também nos para-lamas, farol e farolete, além das rodas raiadas (aro de 19 polegadas na dianteira), que exigiram pneus com câmara. O peso, quando abastecida, é de 225kg. O preço sugerido é de R$ 29.900.

Visual é o apelo da Bonnie e pintura obedece o esquema original em duas cores - Tiago Espíndola/Divulgação Visual é o apelo da Bonnie e pintura obedece o esquema original em duas cores
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