TESTE

Honda CG 150 Titan CBS 2015 - Breca e não capota

O sistema de freios combinados atua nas duas rodas ao mesmo tempo e reduz espaços de frenagem, aumenta a segurança e elimina vício antigo de pilotagem dos brasileiros

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postado em 29/08/2014 08:30 / atualizado em 29/08/2014 10:30 Téo Mascarenhas /Estado de Minas

Honda/Divulgação
Foram necessários três anos de desenvolvimento para que o sistema de freios combinados (CBS), fosse adotado em uma moto de baixa cilindrada pela primeira vez no mundo. A verdadeira ginástica da engenharia nacional, em colaboração com a matriz japonesa, produziu um sistema capaz de minimizar um nefasto e antigo vício de pilotagem brasileiro, de se priorizar o uso do freio traseiro em detrimento do freio dianteiro, por acreditar, equivocadamente, que seu uso faz a moto capotar. O mecanismo CBS corrige a distorção, enviando parte da força do freio traseiro, automaticamente, também para a roda dianteira.

 

Veja mais fotos da Honda CBS 2015


Os modelos escolhidos para inicialmente receber o sistema foram as CG 150 Titan ESD e EX, top de linha. A Honda CG foi lançada em 1976 e de lá para cá, nestes quase 40 anos, se tornou o veículo mais vendido da história do Brasil, com cerca de 11 milhões de unidades. Neste tempo, a moto ganhou variações, constituindo uma extensa família de modelos. Dentro da família, ao longo do tempo, houve uma migração da preferência para os modelos mais bem equipados, e também dos 125cm³ para os 150cm³, que agora ganham o sistema CBS, que acrescenta mais 2kg ao peso da moto (117kg a EX e 118kg a ESD), além de mais R$ 180 no custo final.

FUNCIONAMENTO Quando o piloto aciona o pedal do freio traseiro, o mecanismo pressiona automaticamente uma linha auxiliar hidráulica que aciona parte de freio dianteiro. Na traseira, o freio é mecânico, com tambor mesmo. Na dianteira é a disco, com três pistãos. Ao acionar o freio traseiro, o mecanismo atua somente no pistão central da pinça do freio dianteiro. Dessa forma, mesmo freando de forma errada, somente com o pedal da roda traseira, cerca de 30% da eficiência é transmitida para roda dianteira, reduzindo drasticamente o espaço de frenagem, independentemente da vontade e malformação do piloto.

 

Na frenagem, o peso é transferido para a frente, o que requer freios mais potentes na dianteira. Os rápidos modelos esportivos, por exemplo, têm duplo freio a disco na roda dianteira para aumentar a eficiência e a segurança. A suspensão dianteira absorve o movimento e não deixa a moto capotar. Entretanto, a malformação de novos motociclistas, que no processo de habilitação são absurdamente instruídos a não usar o freio dianteiro, além de falta de treinamento e da manutenção falha, alimentam o mito de que o freio dianteiro não deve ser usado, quando deveria ser justamente o contrário.

TESTANDO O sistema CBS não tem a sofisticação do ABS, que exige eletrônica requintada e não deixa as rodas travarem.
O sistema CBS adiciona dois quilos e R$ 180 ao custo final - Honda/Divulgação O sistema CBS adiciona dois quilos e R$ 180 ao custo final
O sistema CBS é bem mais simples e não impede o travamento. Porém, corrige automaticamente um vício de pilotagem, reduzindo os espaços de frenagem, evitando possíveis acidentes. Em uma simulação em pista plana, usando somente o freio traseiro (conforme o equivocado vício de pilotagem), sem deixar travar, o sistema CBS (que também aciona parte do freio dianteiro), reduz o espaço de frenagem em cerca de 35%. Isso significa cerca de 10 metros a menos a uma velocidade de 60km/h. Um espaço que pode salvar vidas.


O piloto pode ainda frear utilizando só o dianteiro com toda a potência dos três pistãos disponíveis, ou as duas rodas, que é a forma mais correta, e também contar com o freio motor, reduzindo brutalmente os espaços de frenagem. Entretanto, infelizmente, não é a forma mais adotada que o sistema CBS visa amenizar. Os demais sistemas e componentes não foram alterados em relação ao modelo 2014, que foi totalmente renovado em sua nona geração. O motor flex tem um cilindro, refrigeração a ar com 14,3cv a 8.500rpm e 1,45kgfm a 6.500rpm com etanol. O preço sugerido da versão ESD é de R$ 7.680 e na versão EX, com rodas em liga leve, R$ 8.180.

 

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