Sete galo ianque

Harley-Davidson XG 750 Street diversifica gama de modelos da marca

Com motor de dois cilindros em V e refrigeração líquida, a moto inaugura novo segmento na lendária empresa americana, também de olho no Brasil

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postado em 04/01/2015 15:50 Téo Mascarenhas /Estado de Minas
*De Miami, Estados Unidos
A posição de pilotagem é mais natural, mas as pernas ficam ligeiramente dobradas - Raquel Peralta/HD/Divulgação A posição de pilotagem é mais natural, mas as pernas ficam ligeiramente dobradas
A centenária marca americana Harley-Davidson, sinônimo de enormes modelos estradeiros, chutou o balde. Além de modernizar a linha clássica, também diversificou a gama de modelos, lançando uma plataforma de novas motos, batizadas de Street, com motorização de 500cm³ e 750cm³ de cilindrada, destinadas ao uso diário e urbano, para um público mais jovem e com a conta bancária menos recheada. As duas novas motos são idênticas, com visual nitidamente baseado no modelo mais esportivo V-Rod 1200. As diferenças ficam no tamanho do motor, totalmente novo, chamado de Evolution X, por meio de simples ajustes no curso dos pistãos.

Pelo menos, uma das marcas registradas da montadora foi mantida. Os dois cilindros em V, só que inclinados a 60 graus e dotados de refrigeração líquida. Outra guinada estratégica foi produzir os modelos na Índia para atender aos mercados emergentes da Ásia. As pequenas motos, para os padrões Harley-Davidson, pretendem ser “populares” também em seu próprio ninho, com produção dentro dos Estados Unidos, na cidade de Kansas (Missouri), e vão desembarcar no Brasil, via Manaus. Porém, com ajustes, para eliminar singelezas de acabamento, como fiação exposta e buzina saliente, para manter prestígio das irmãs maiores.

ANDANDO

Como os dois modelos são praticamente idênticos, a diferença de preço (ainda não estabelecida para o Brasil) deve ser bem reduzida. Dessa forma, o modelo Street 750 é que vai carimbar o passaporte em vez da Street 500. Na hora de andar (por um trecho misto de ruas, avenidas e autopistas de Miami), a “sete galo” da Harley-Davidson (como são popularmente chamadas as motos 750, em função de um jogo clandestino que relaciona bichos e números), acelera forte, mas é necessário manter o motor mais cheio para não haver trancos nas retomadas. A refrigeração líquida, porém, deixa o funcionamento mais suave, se comparada aos motores arrefecidos a ar da marca.
Painel simples, com mostrador solitário, contém informações básicas - Harley-Davidson/Divulgação Painel simples, com mostrador solitário, contém informações básicas
A posição de pilotagem privilegia a facilidade e o conforto, com banco largo e em dois níveis. O guidão mais alto também proporciona uma postura mais em pé e relaxada, ergonomia mais adaptada para percursos urbanos. As pedaleiras, entretanto, estão posicionadas de forma mais recuada e alta, deixando as pernas excessivamente dobradas, o que acaba cansando em períodos de maior duração. Por outro lado, facilita na hora das curvas, já que a maior distância do solo evita as raspadas no chão, tão comuns entre os modelos da marca. No quesito freios, o sistema ABS não é vendido nem como opcional. Mas o disco simples e ventilado na dianteira, mesma solução da traseira, dá conta do recado.

VISUAL

O câmbio de seis marchas apresenta engates menos ruidosos e mais precisos, sem as verdadeiras marretadas que dão até remorso na hora de cambiar e características dos modelos maiores da marca. Entretanto, a transmissão final por correia, mais silenciosa e duradoura, também foi adotada. O visual segue a linha mais descolada para o público que está entrando no segmento. Nada de profusão de cromados, ou para-lamas envolventes, ou resquícios explícitos de um estilo mais retrô. A decoração segue em outra direção, do tipo “dark”, com pintura predominantemente negra ou em tons mais escuros, que inclui o longo escape do tipo dois em um, em preto fosco.
A decoração eliminou os cromados, abusando da pintura escura - Harley-Davidson/Divulgação A decoração eliminou os cromados, abusando da pintura escura
As rodas de liga leve, com aro de 17 polegadas na dianteira e 15 na traseira, receberam pintura negra, assim como o motor e o radiador, para tentar ficar o mais camuflado possível. O que destoa do conjunto mais moderno são as borrachas sanfonadas de proteção da suspensão telescópica dianteira. Verdadeira economia de palito, além da pequena carenagem que serve de capa do farol redondo. Também abriga o simplório painel com mostrador solitário e informações essencialmente básicas, que exclui o útil marcador do nível do combustível. A suspensão traseira também é convencional, com dois amortecedores, que devem ser recalibrados para o Brasil.

*Viajou a convite da Harley-Davidson

Tags: moto

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