Feito para as pistas

DKW GT Malzoni foi um dos primeiros projetos de esportivo nacional, produzido na década de 1960. Colecionador mineiro preserva exemplar que correu até fora do país

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postado em 15/06/2007 23:51 Enio Greco /Estado de Minas
Versão para corridas tem acrílico transparente no lugar dos vidros - Fotos: Marlos Ney Vidal/EM - 24/5/07 Versão para corridas tem acrílico transparente no lugar dos vidros
A indústria automobilística brasileira tem interessantes histórias, que comprovam o espírito empreendedor de alguns aficionados. De uma delas, os personagens principais são o fazendeiro e projetista Rino Malzoni, o chefe do Departamento de Competições da DKW-Vemag, Jorge Lettry, e o designer Anísio Campos. Em 1964, eles resolveram fazer um carro esportivo, que tinha como objetivo as competições. Usando a pequena estrutura de uma fazenda em Matão, no interior de São Paulo, os três fizeram o protótipo com carroceria de aço, que logo foi substituída por outra de fibra de vidro, bem mais leve. Assim nasceu o GT Malzoni, modelo que usava mecânica DKW-Vemag.

Foram feitas 35 unidades, das quais oito eram de competição, e o restante, versão de rua. Uma das unidades de competição pertence a um colecionador de antigos de Belo Horizonte e permanece com todas as características originais. O GT Malzoni, de 1966, tem estilo inconfundível, com carroceria em fibra, que chama a atenção pelas formas aerodinâmicas. Os faróis redondos, cobertos por lentes ovais, se destacam na frente do carro, que tem ainda faróis auxiliares, por trás da grade.
Painel simples, sem velocímetro, mas com instrumentos necessários. Motor é um três cilindros de 1.000 cm³, que desenvolve 100 cv de potência; na traseira se destaca a tampa de abastecimento rápido do tanque de combustível - Painel simples, sem velocímetro, mas com instrumentos necessários. Motor é um três cilindros de 1.000 cm³, que desenvolve 100 cv de potência; na traseira se destaca a tampa de abastecimento rápido do tanque de combustível

Os vidros das portas e o traseiro foram substituídos por acrílico, obedecendo ao regulamento das competições da época. Apenas o pára-brisa é de vidro. Na traseira, pequenas lanternas redondas e uma enorme tampa de abastecimento rápido, para o tanque de combustível. No pequeno porta-malas, espaço apenas para o estepe.

Espartano
Por dentro, o esportivo mostra que foi realmente projetado para as competições. Tem um santantônio, para proteger em caso de capotamento, e bancos do tipo concha, revestidos em couro. O volante de três raios se destaca diante do painel simples, sem velocímetro, mas com conta-giros e marcadores de nível de combustível, de temperatura da água do motor e da pressão da bomba de gasolina. Aliás, outro detalhe interessante é a bomba elétrica, instalada atrás do banco, que assegurava volume maior de combustível, para alimentar os três carburadores.

O motor do GT Malzoni era o mesmo três cilindros de dois tempos e 1.000 cm³ de cilindrada que equipava os modelos Vemag. A diferença é que, nos carros de produção da marca, o propulsor gerava 60 cv e, nos modelos preparados por Jorge Lettry para o Malzoni, chegavam perto dos 100 cv. Com tração dianteira, câmbio de quatro marchas e pesando apenas 700 quilos, o bólido chegava fácil aos 150 km/h. O câmbio tem alavanca no assoalho e as marchas são posicionadas de forma invertida, com a primeira para trás. As rodas são de aço especial e o sistema de freios usa discos, na dianteira, e tambores, na traseira.

O exemplar do colecionador mineiro já participou de corridas no Rio de Janeiro e em Laguna Seca, nos Estados Unidos. O sucessor do GT Malzoni foi o Puma DKW, que já apresentava acabamento melhor. Em 1967, a Vemag foi vendida à Volkswagen, que, no ano seguinte, iniciou a produção do Puma.
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