Autoclassica 2007 - Desfile sem carro

Maioria dos colecionadores desistiu de expor os veículos, patrocinadores se arrependeram do investimento e muitos bares e restaurantes nem estavam abertos

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postado em 22/09/2007 09:58 Boris Feldman /Estado de Minas
Justicialista na versão cupê (motor Porsche 4 cilindros) e conversível (V8) foi projeto argentino da década de 50 que não deu certo e tornou-se raridade com apenas 170 unidades produzidas - Fotos: Boris Feldman/EM Justicialista na versão cupê (motor Porsche 4 cilindros) e conversível (V8) foi projeto argentino da década de 50 que não deu certo e tornou-se raridade com apenas 170 unidades produzidas
De Buenos Aires, Argentina - Os colecionadores argentinos têm um excepcional acervo, pois foram importadas centenas de automóveis raros e clássicos nas primeiras décadas do século passado, quando a economia do país andava de vento em popa.

É por isso que a Autoclasica, exposição promovida anualmente no Hipódromo de San Isidro, ao lado de Buenos Aires, é considerada a mais importante da América do Sul.

Entretanto, como choveu muito nos dias que antecederam o evento (de 14 a 16 de setembro), o gramado em que os carros são expostos se transformou num verdadeiro barródromo, prejudicando o evento, que, a rigor, deveria ter sido cancelado ou transferido para outro local.
Stutz (E), década de 20, Estados Unidos e Lorraine-Dietrich (D), década de 10, França - Stutz (E), década de 20, Estados Unidos e Lorraine-Dietrich (D), década de 10, França

Dos quase 500 automóveis previstos, pouco mais de 100 estavam expostos. O público foi fraquíssimo e acompanhava cada ingresso um saco plástico para envolver os sapatos. Os comerciantes que instalaram dezenas de barracas de peças lamentavam o prejuízo. As empresas patrocinadoras do evento (a Nextel foi a principal) estavam arrependidas das centenas de milhares de dólares investidos.

O Club de Automóviles Clasicos de la Republica Argentina, organizador do evento, não acionou um "plano B" para driblar as condições climáticas. Algumas centenas de placas de madeira poderiam ter formado corredores sobre o lamaçal, possibilitando a movimentação do público. Ou a exposição poderia ter sido transferida para uma grande e larga avenida ao lado do hipódromo, que estava fechada ao trânsito nos dias do evento.

Os poucos automóveis expostos foram rebocados por tratores. E a maioria dos colecionadores desistiu de expor seus veículos. Muitos visitantes estavam indignados por terem pago o ingresso (15 pesos argentinos, ou R$ 10) para se deparar com um lamaçal e menos da metade dos automóveis anunciados. Muitos bares e restaurantes montados no local não foram abertos. E todas as atividades programadas no sábado e domingo foram canceladas. O desfile dos veículos premiados, no domingo à tarde, também não aconteceu e os proprietários receberam os troféus...a pé.
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