Pequena notável

Caminhonete Ford 1929 transformada em Hot Rod chama a atenção pela cor, caçamba compacta e o impressionante desempenho, proporcionado pelo motor V8, com câmbio automático

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postado em 30/12/2007 14:28 Enio Greco /Estado de Minas
Linhas da carroceria foram preservadas, com longos pára-lamas dianteiros curvos - Fotos: Marcos Michelin - 26/12/07 Linhas da carroceria foram preservadas, com longos pára-lamas dianteiros curvos
Transformar um carro antigo em Hot Rod para muitos é um sacrilégio, mas, quando o trabalho é bem feito, até os mais radicais acabam se rendendo. Um exemplo disso é a caminhonete Ford conversível, de 1929, que pertence ao empresário José Roberto de Oliveira Lopes, confesso apaixonado por automóveis. O carro foi feito pela Davis Fibra, empresa especializada em carrocerias de fibra de vidro, e, por onde passa, atrai olhares pela cor e ronco do motor.

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Com a carroceria quase toda em fibra de vidro (somente a cabine tem algumas chapas originais), a caminhonete dos anos 20 passou por modificações, mas mantém o desenho original, com belos pára-lamas de formas curvas e estribos largos. Na frente, a grade do radiador é emoldurada por uma estrutura cromada e tem, no alto, uma ave em posição de vôo. Os faróis redondos ainda são da época em que não eram incorporados aos pára-lamas e ficam suspensos.
Pneus traseiros largos dão toque de esportividade  à picape, que tem até santantônio. Interior dispõe de bancos mais confortáveis e painel com fundo de madeira em cor clara - Pneus traseiros largos dão toque de esportividade à picape, que tem até santantônio. Interior dispõe de bancos mais confortáveis e painel com fundo de madeira em cor clara

A caçamba original foi reduzida no tamanho, dando um aspecto compacto e robusto ao veículo. Outro detalhe que confere charme à caminhonete é a capota de lona, que pode ser facilmente recolhida atrás dos bancos, onde estão fixados dois santantônios de alumínio (com regulagem em altura), uma proteção em caso de capotamento. A traseira mantém as pequenas lanternas redondas originais, mas ganhou duas saídas de escapamento que denunciam o poder de fogo que há sob o capô. Para reforçar o aspecto esportivo do Hot Rod, rodas de alumínio e pneus largos na traseira, com medida 295/50 R15.

O interior ganhou bancos do Honda Civic, revestidos em couro cinza. O painel tem o fundo em madeira clara e vários instrumentos redondos por quase toda sua extensão: velocímetro, pressão do óleo e da bomba de combustível, conta-giros e marcador de nível de gasolina no tanque. O volante é esportivo, de três raios, e a pedaleira tem desenho no formato da sola de pé.

Motorzão
Para compor com o visual exótico, a caminhonete Ford 1929 ganhou um imponente conjunto mecânico. O motor é o 302 V8, do Galaxie canadense, com carburador quadrijet, que, com alguma preparação, proporciona um desempenho radical ao Hot Rod. Para completar, a transmissão automática de três marchas também é do Galaxie, mas o câmbio saiu da coluna de direção e foi para o assoalho, ganhando manopla do Mitsubishi Pajero.

As suspensões foram rebaixadas, sendo que a dianteira é independente, e a traseira, rígida. A direção é mecânica, com coluna de Opala, mas é tão leve que exige atenção do motorista em manobras rápidas. O sistema de freios tem discos na dianteira e tambores na traseira.

Basta dar uma volta na caminhonete para entender por que o carro chama tanto a atenção. A cabine apertada lembra um cockpit de um bólido de competição. Depois, basta virar a chave e curtir o ronco do V8, que, quando solicitado, responde de imediato, prensando motorista e passageiro contra o encosto dos bancos. É preciso ter cuidado, pois é tanta força e potência que, em determinadas situações, fica difícil controlar a pequena picape. José Roberto revela que não costuma participar de encontros com o Ford 1929, mas não dispensa os passeios nos fins de semana.
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