Único entre os únicos

Ao juntar nome de prestígio da marca Rolls-Royce com carroceria individualizada em carro relativamente recente, modelo atinge valor incomum para veículo de sua idade

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postado em 27/01/2008 15:20 Caderno de Veículos /Estado de Minas
Fotos: Gooding & Company/Reprodução
O mundo das coleções de carros antigos funciona com regras pouco claras para os não-iniciados. Regras essas que podem ser difíceis de compreender mesmo para os integrantes desta espécie de universo paralelo. Proprietários de carros relativamente banais não se desfazem de alguns modelos sob hipótese alguma, enquanto outros colecionadores vendem preciosidades sem grandes dramas, mesmo depois de cuidadoso processo de recuperação.

Aparentemente, a única constante é de que quanto mais raro um veículo, maior seu valor. Um bom exemplo é o Rolls-Royce Silver Cloud I Drophead, 1959, com carroceria feita por James Young, com valor estimado em US$ 350 mil, extremamente alto para um veículo com menos de 50 anos de fabricação.
Conversível de entre-eixos longo é parte de uma série de dois, com carroceria feita por James Young. Couro vermelho combinado com madeira aumenta a exclusividade - Conversível de entre-eixos longo é parte de uma série de dois, com carroceria feita por James Young. Couro vermelho combinado com madeira aumenta a exclusividade

O que faz desse modelo um exemplar tão cobiçado é a marca. A Rolls-Royce sempre produziu em quantidades limitadas, e sua reputação por carros confiáveis e silenciosos faz dos seus veículos clássicos desde o momento de sua produção. Mas a unidade em questão é especial mesmo para um modelo da marca cujo símbolo é a escultura Spirit of Ecstasy. Sua raridade vem de um anacronismo.

Após a Segunda Guerra Mundial, a marca (e sua filial Bentley) transferiu grande parte de sua produção dos encarroçadores - que desenhavam e esculpiam o exterior dos veículos praticamente com exclusividade - para modelos-padrão completamente manufaturados pela empresa, começando com o próprio Silver Cloud. Mas alguns clientes mais exigentes continuavam pedindo, e pagando, o preço cobrado pelos desenhos e mão-de-obra exclusivos, como a unidade em questão.

Para ter idéia de sua exclusividade, entre 1955 e 1959 foram produzidas 2.359 unidades do Silver Cloud, das quais apenas 121 com entre-eixos longo. Desses 121, dois, isso mesmo, nada mais do que dois foram encarroçados por James Young. Ambos como conversíveis, ou dropheads, na linguagem Rolls-Royce.

O modelo foi originalmente vendido a um proprietário da Califórnia. O carro viajou os 5 mil quilômetros que separam as duas costas dos EUA para cair nas mãos de um colecionador de Nova York. Para chegar às mãos do terceiro dono, continuou sua saga pelo continente norte-americano até o Texas.

Até hoje em perfeitas condições de funcionamento, sem necessidade de restauração, o veículo é movido pelo tradicional motor de seis cilindros série F, cuja potência é estimada em 180 cv. Todas as características que rendem ao veículo a fama de representar o ápice da produção individual da Rolls-Royce no pós-guerra.
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