Cavalo bravo

Mustang fez sucesso desde o seu lançamento. Mas, para competir nas provas do SCAA, Ford teve de contar com ajuda de Carroll Shelby, que modificou carros de produção

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postado em 10/02/2008 23:52 Caderno de Veículos /Estado de Minas
Fotos: Gooding and Company/Reprodução
Quando lançou o Mustang, em 1964, a Ford sabia que o carro tinha tudo para ser um sucesso, mas ninguém previu que seria em escala tão assombrosa. Nos primeiros 18 meses de produção, foram vendidos nada menos do que 1 milhão de unidades, transformando o modelo num dos lançamentos mais bem-sucedidos da história da indústria automotiva.

Não demorou muito para que a Ford começasse a aproveitar a coqueluche, para aumentar sua exposição na mídia. A empresa decidiu fazer 37 carros especiais, para aparecer em eventos e outras atividades promocionais. Dois desses veículos ganharam o motor V8 de 259 polegadas cúbicas (4,2 litros) e começaram a atuar como carro madrinha nas corridas de Fórmula Indy. Outras modificações incluíram um novo câmbio manual de quatro velocidades e suspensão esportiva. Essas inovações, posteriormente, passaram a ser oferecidas no modelo topo de linha do Mustang.
Bólido também competiu nas 24 horas de Daytona de 1967 e continuou nas pistas até 1972. Além do motor de 350 cv, os modelos produzidos para corrida tinha reforços estruturais - Bólido também competiu nas 24 horas de Daytona de 1967 e continuou nas pistas até 1972. Além do motor de 350 cv, os modelos produzidos para corrida tinha reforços estruturais

Mesmo assim, ainda não era o esportivo que a Ford procurava, principalmente porque o modelo foi recusado, quando a montadora quis inscrevê-lo para competir contra os Corvettes no calendário de provas organizado pelo Clube de Carros Esporte da América (SCAA, em inglês), que considerava o modelo um sedã. Para resolver o problema, a Ford procurou o lendário preparador Carroll Shelby, que, além de experiência, tinha uma qualidade particularmente importante: sabia interpretar as regras. O que ele descobriu foi que, para adaptar-se às normas da categoria, o Mustang teria que ter apenas dois lugares, deveria passar por melhorias no motor ou na suspensão, e a versão precisava ter produção de, no mínimo, 100 unidades.

Como não havia mercado para 100 carros de corrida, a empresa decidiu produzir tanto a versão para as pistas quanto uma outra, certificada para rodar em vias convencionais. A principal diferença entre ambas seria o motor. O resultado é que as unidades para venda eram muito pouco práticas para uso cotidiano e com um comportamento dinâmico difícil de ser controlado, devido à suspensão de competição.

Obviamente, na hora de pôr os veículos na pista, além do motor de 350 cv, os carros apresentavam mais alterações, incluindo a retirada de todos os equipamentos não essenciais, além da instalação de reforços estruturais e proteção externa em fibra de vidro. Foram produzidas apenas 36 unidades da versão de corrida.

O veículo de chassi 5R108 foi preparado para correr na SCCA pela própria equipe de Carroll Shelby, e foi usado em competições pelo piloto mexicano de Fórmula 1 Pedro Rodriguez, atingindo resultados superiores aos modelos preparados pelo time da Ford. Também competiu nas 24 horas de Daytona, em 1967, e ficou ativo nos circuitos até 1972. Depois de 10 anos em que ficou parado, o modelo foi restaurado com a pintura usada por Rodriguez e passou a participar de competições para carros clássicos. O Mustang passou pelas mãos de colecionadores dos EUA, México e Inglaterra.
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