Símbolo de requinte

Raro Duesenberg J Murphy de 1931, vendido em leilão por US$ 2,64 milhões, foi produzido para competir com automóveis de luxo da época, com características mais modernas

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postado em 11/05/2008 15:11 Caderno de Veículos /Estado de Minas
Na traseira, grande baú para bagagem é característica marcante da época. Vários mostradores redondos no painel e detalhes cromados dão toque de sofisticação - Na traseira, grande baú para bagagem é característica marcante da época. Vários mostradores redondos no painel e detalhes cromados dão toque de sofisticação
No seleto segmento de automóveis de alto luxo, uma marca se destacou no passado. Trata-se da americana Duesenberg, fundada pelos irmãos Frederick e August, em 1913, na cidade de Saint Paul, Minnesota. A história dessa marca se divide em duas fases: a primeira, quando era controlada pelos irmãos Duesenberg; e a segunda, depois de ser adquirida pelo milionário Errett L. Cord, dono de um império industrial que reunia as fábricas de automóveis Cord e Auburn.

Apesar de terem sido produzidos por um curto período, os Duesenberg entraram para a história como os únicos automóveis americanos a conquistar uma vitória em um GP europeu, como detentores do recorde mundial de velocidade para veículos terrestres e pelo título de carros mais velozes, mais potentes e mais caros dos Estados Unidos. Na fase de Frederick e August, os carros Duesenberg chamavam a atenção pelos cuidados na construção e preocupação com segurança e dirigibilidade.
Linhas da carroceria não eram o ponto forte do conversível, que tinha conjunto mecânico muito eficiente, proporcionando bom desempenho - Fotos: Reprodução internet/Conceptcarsz - 9/5/08 Linhas da carroceria não eram o ponto forte do conversível, que tinha conjunto mecânico muito eficiente, proporcionando bom desempenho

Competições
Depois da vitória no Grande Prêmio da França de 1921 e de importantes participações em Le Mans e Monza, os automóveis Duesenberg chamaram a atenção de Errett Lobban Cord, que havia acabado de comprar a Auburn. Mas ele queria ter uma marca que produzisse automóveis de prestígio e apostou todas as suas fichas adquirindo a Duesenberg.

Sob a direção de Cord, a empresa lançou o Duesenberg J, do qual foram produzidas 470 unidades entre 1928 e 1937. O modelo foi feito para competir com outros de alta classe, como Isotta Fraschini tipo 8 A, Rolls-Royce Phantom II e Hispano Suiza 12 cilindros. Suas linhas de carroceria não eram das mais sofisticadas, mas o Duesenberg J superava a concorrência pela modernidade do projeto, que proporcionava desempenho impecável.

Oito canecos
Com chassi rígido, excelentes sistemas de suspensão e freio e um poderoso motor de oito cilindros em linha, com quatro válvulas por cilindro, 6.882 cm³ e 260 cv de potência. Com muito torque disponível em baixas rotações, esse motor proporcionava acelerações fortes e ótimo desempenho.

Um Duesenberg J, encarroçado por Murphy, em 1931, foi destaque no concurso de elegância em Amelia Island, na Flórida (EUA). O exemplar, que já havia recebido o título de "Best of show" em outros eventos, foi leiloado por US$ 2,64 milhões, quantia que revela sua raridade e importância histórica. Trata-se de um cupê conversível, de linhas esportivas, que, apesar da idade, ainda pode chegar aos 177 km/h. Um carro para poucos, em todos os sentidos.
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