8C 2300 Competizione - Domando um campeão

Dirigimos na Itália um dos raros exemplares preservados do mais famoso projeto da Alfa Romeo para as pistas e responsável pela imagem de esportividade da marca

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.
postado em 13/07/2008 11:33 Boris Feldman /Estado de Minas
Modelo foi mito na história do automobilismo de competição, vencendo importantes provas na década de 1930 - Fotos: Giovani Pidello/Fiat/Divulgação - 9/7/08 Modelo foi mito na história do automobilismo de competição, vencendo importantes provas na década de 1930
De Balocco, Itália - Um jovem engenheiro italiano queria um resultado melhor do que o oferecido pelos motores de seis cilindros na década de 1920. E teve uma brilhante idéia: acoplar dois motores de quatro cilindros num único de oito em linha. Foi assim que Vittorio Jano criou uma supermáquina, que iria conquistar dezenas de vitórias nas pistas para a Alfa Romeo.

E foi assim também que nasceu um mito na história do automobilismo de competição, a Alfa 8C Competizione. O 8C representando o motor de oito cilindros.

A sucessão de vitórias nas pistas teve início em 1925, com a Alfa P2. Mas foi no começo da década de 1930 que a fábrica construiu o 8C 2300, em liga de alumínio, com compressor, duas velas por cilindro e 155 cv de potência.

Além dos bipostos para as pistas, o motor 8C foi parar sob o capô de belíssimos cupês e conversíveis projetados por famosos carrozieri, como Zagato e Castagna. Foram automóveis vencedores de inúmeras Mille Miglia e Targa Florio. As 8C foram vencedoras das 24 Horas de Le Mans de 1931 a 1934, pilotadas por Nuvolari, Campari, Caracciola e outros famosos da época.

Ronco
É inacreditável a sensação de dirigir um automóvel que foi um grande campeão há mais de 70 anos. Para começo de conversa, dá para ter idéia do enorme talento dos pilotos, que conseguiam levar essas máquinas a mais de 200km/h. É só dar uma olhada nas rodas enormes, calçadas com pneu finos de dar medo...
Apesar das enormes rodas calçadas com pneus estreitos, bólido vai bem nas curvas - Apesar das enormes rodas calçadas com pneus estreitos, bólido vai bem nas curvas

Não que sejam complicadas de dirigir, mas exigem demais de quem está ao volante. As quatro marchas não são sincronizadas e os pedais são duros. Salva o volante, que não é macio, mas razoavelmente civilizado.

Apesar de serem dois blocos de quatro cilindros unidos pelo virabrequim, o motor gira suave e sobe de rotação rapidamente.

Depois da primeira volta na pista de Balocco (perto de Milão), a gente vai se acostumando com o carro e começa a acelerar mais, para desespero do mecânico que vai ao lado, para qualquer emergência (ou será para vigiar a macchina cotada hoje em quase cinco milhões de dólares?).

A suspensão é excepcionalmente firme e imagino como o carro pularia se o asfalto não fosse um tapete.

Na grande reta, com um pouco mais de coragem, o Alfa chega perto dos 200 km/h e ainda estamos na metade do acelerador.

Os enormes tambores ajudam: os freios são eficientes e - surpresa - não puxam para o lado, mesmo quando solicitados ao extremo.

Uma coisa é indescritível: como é carro de corrida, o escapamento é direto, sem abafadores, e o ronco grosso do motor é simplesmente sinfônico...

(*) Jornalista viajou a convite da Fiat Powertrain Technologies (FPT)
Encontre seu veículo

Últimas notícias

ver todas
20 de outubro de 2016
26 de agosto de 2016

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação