Puma - Fibra de um campeão

Conheça a história e os principais modelos da Puma, empresa que começou fazendo veículos para competição e fabricou o mais bem-sucedido esportivo de rua do Brasil

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postado em 04/12/2009 14:43 Pedro Cerqueira /Estado de Minas
Marlos Ney Vidal/EM/D.A. Press
A história da Puma começou a ser contada na terceira edição desta série, quando o GT Malzoni foi o modelo focado. O esportivo foi projetado para as pistas e depois chegou às ruas pela empresa Lumimari, que posteriormente foi rebatizada de Puma. Até então, seu único modelo fabricado, o Puma GT, usava mecânica DKW-Vemag. Mas, a absorção dessa empresa pela Volkswagen forçou a Puma a pensar na produção de um novo modelo.

O Puma GT 1.500 foi lançado em 1967, usando conjunto mecânico Volkswagen, com o chassi do Karmann Ghia encurtado em 22cm e o motor 1.5 refrigerado a ar. Este propulsor era “envenenado” com o uso de dois carburadores e rendia 60cv de potência, atingindo a velocidade máxima de 150km/h. A carroceria em fibra de vidro era baixa, não tinha grade dianteira e o ar para refrigerar o motor era coletado por duas entradas localizadas atrás das janelas. Com curvas suaves e volumes nas caixas de roda, essa é provavelmente a carroceria mais clássica entre os esportivos brasileiros.

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Em 1970 o modelo ganhou melhorias e passou a ser equipado com motor VW 1.6, de 70cv, com máxima de 170km/h, passando a se chamar Puma 1.600 GTE. Se o cliente preferisse, motores mais fortes estavam disponíveis como opcionais. Três anos depois, o Puma GTE ganhou retoques em sua carroceria. Em 1976, o modelo passou a usar o chassi da VW Brasilia, fazendo o veículo ficar mais largo. A mudança mais evidente foi a inclusão de janelas laterais traseiras, no lugar das tomadas de ar, que lhe renderam o apelido de “Tubarão” (associação feita entre as entradas de ar e as guelras do animal).

Conversível

O GTE teve uma versão conversível, que fez muito sucesso. Lançada em 1971, esta carroceria era chamada de GTE Spyder e tinha como opcional uma capota rígida. Em 1973, com algumas alterações que acompanharam o cupê, a versão sem capota passou a ser chamada de GTS. Quando em 1976 o GTE adotou o chassi da Brasilia, o conversível também acompanhou as mudanças da carroceria. Em 1981, os modelos GTE e GTS foram redesenhados e passaram a se chamar GTI e GTC, respectivamente.

Modelo GTB de 1974 trouxe mais poder sob o capô, com o motor 4.1 do Opala - Puma/Divulgação Modelo GTB de 1974 trouxe mais poder sob o capô, com o motor 4.1 do Opala


Gran turismo

Outro Puma que fez sucesso foi o GTB (Gran Turismo Brasileiro), apresentado em 1972 e lançado em 1974. A carroceria também era feita de fibra de vidro e o veículo usava o motor 4.1 litros do Opala, que rendia 140cv e velocidade final de 180km/h. Em 1979, o modelo foi reestilizado e passou a ser denominado Puma GTB/S2 (série 2). Com quatro faróis e usando o motor 250 S do Opala (mais nervoso que o tradicional 4.1), essa modificação foi muito bem sucedida. A Araucária Veículos, empresa que adquiriu a Puma em 1985, também fabricou o GTB. Em 1988, já sob a batuta da Alfa Metais Veículos (nova proprietária da marca), a terceira geração desse modelo foi lançada e se chamava AMV 4.1.

A Puma Veículos e Motores também fabricou outros modelos menos conhecidos. Um deles, que teve apenas quatro unidades produzidas, é o GT 4R. Lançado em 1969 para um sorteio da revista Quatro Rodas, o modelo também usava plataforma e motor VW 1.6. Outro veículo pouco conhecido foi o P 018, lançado em 1982, com motor VW 1700, dupla carburação e relações de câmbio mais longas. Anos depois esse modelo ainda usaria o motor AP refrigerado a água da Volkswagen.
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