Joia da família

Médico de Belo Horizonte conserva seu belo Dodge Dart comprado zero-quilômetro. Cupê está 100% original e foi pintado apenas uma vez nos quase 40 anos de uso

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postado em 15/02/2010 15:23 Pedro Cerqueira /Estado de Minas
Linhas do carro ainda chamam a atenção nas ruas; na traseira, destacam-se as lanternas quadradas e os para-lamas traseiros que encobrem as rodas - Fotos: Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press Linhas do carro ainda chamam a atenção nas ruas; na traseira, destacam-se as lanternas quadradas e os para-lamas traseiros que encobrem as rodas
Alguns carros estão tão presentes na vida das pessoas que se tornam um ente familiar. É o caso do Dodge Dart cupé do médico Ernesto Lentz, que acompanha a vida de sua família desde outubro de 1972. O episódio da compra já foi uma epopeia. Ernesto estava num congresso em Poços de Caldas, região Sul do Estado, onde a Chrysler estava divulgando o Dodge Dart modelo 1973. O interesse foi imediato e, com a ajuda do cunhado, que tinha certa influência com o fabricante americano, conseguiu arrematar o modelo. De início ofereceram um na cor vermelha, mas ele queria o cinza.

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De tanto insistir, conseguiu a cor almejada, mas recebeu a recomendação de não rodar com o carro até domingo, quando seria oficialmente lançado. Isso era uma sexta-feira. No sábado, no encerramento do congresso, chega Ernesto a bordo do novo carro, causando alvoroço entre os colegas. Ele não esperou. Não foi difícil encontrar um candidato a voltar para Belo Horizonte com seu Fusca 1967. Ele foi o primeiro a adquirir um modelo 1973, que havia recebido alterações na grade dianteira, frisos, calotas, nas lanternas e emblemas traseiros.

Ernesto ficou admirado com a rapidez na viagem de volta, satisfeito com o desempenho do V8 de 5.212cm³ de cilindrada, 198cv de potência e 41,5kgfm de torque (valores brutos), câmbio manual de três velocidades e tração traseira. Ele lembra que manteve o veículo entre 110km/h e 120 km/h em todo o trajeto, sem precisar trocar de marcha. Nesse ritmo, o V8 era educado na estrada, consumindo 10km/l. Agora, se fosse para correr muito, esqueça a economia. Na cidade não tinha escolha: de 3 a 4km/l. O médico não elogiou a estabilidade do carro e, por recomendação da Emercan (concessionária Chrysler em Belo Horizonte) instalou barra estabilizadora.

O fico

Além dos quase cinco metros de comprimento, os números do motor desse Dodge Dart cupê 1973 são superlativos: V8 de 5.212cm³ de cilindrada e 41,5 kgfm de torque e máxima declarada de 170 km/h - Além dos quase cinco metros de comprimento, os números do motor desse Dodge Dart cupê 1973 são superlativos: V8 de 5.212cm³ de cilindrada e 41,5 kgfm de torque e máxima declarada de 170 km/h
O tempo passou e, em 1984, Ernesto comprou uma Belina (o pior carro que já tive!, disse). Naquela época, o Dodge ficou guardado na Oficina do Pitucha, no Bairro Floresta. Numa voltinha de domingo, o Dojão foi atingido por outro veículo, causando um pequeno estrago no para-lama dianteiro esquerdo. Foi a única batida no carro. Por isso, ele pensou em vendê-lo. Diante do protesto dos filhos, arrumou o carro. Ainda insatisfeito com a perua da Ford, comprou uma Chevrolet D20.

Comemorações

Quando o filho passou no vestibular, em 1988, o médico comemorou com uma viagem ao litoral. Como a D20 estava numa oficina de preparação, foi preciso recorrer ao velho cupê. A última viagem do Dojão foi tranquila, sem problemas. A pintura atual foi refeita em 1995, quando o carro foi usado nas comemorações do aniversário de 15 anos da filha. E 15 anos depois, o carro foi usado novamente em seu casamento.

Emoção

Como toda boa história, a desse Dodge também teve seus momentos de aventura. O carro foi furtado duas vezes. Na primeira, em 1978, ele foi encontrado facilmente porque a polícia já sabia onde achar o ladrão, especialista no furto do modelo. Na segunda, seis meses depois, já não foi tão fácil, já que o expert em Dodges encontrava-se preso. O carro só foi encontrado 15 dias depois, estava todo sujo e com uma marca de tiro. Depois disso resolvi tomar mais cuidado com ele, conta Ernesto.

Original

Próximo dos 40 anos de uso, o cupê está todo original: frisos, calotas, lanternas, grade, para-choques, vidros e interior. Pelo número de intervenções, apenas uma pintura há 15 anos, e por ser carro de uso seu estado é muito bom. Mas em breve o carro vai passar por reforma para ficar novo em folha. Na garagem do prédio de seu consultório, Ernesto conduz os quase 5 metros de comprimento do carro até a rua sem manobras. No trânsito da cidade, o modelo ainda chama a atenção pela beleza e proporções superlativas.
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