Classic Recreations reproduz o Mustang Shelby GT500

O clássico de 1967 ganha vida nas mãos da empresa de Oklahoma, que eleva a potência do muscle car para incríveis 750 cv

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postado em 25/03/2010 15:09 Julio Cabral /Estado de Minas
Fotos Classic Recreations/Divulgação
A Classic Recreations aguçou apetites no último SEMA Show em novembro passado ao afirmar que entrou em um acordo com a Shelby para ressuscitar o clássico Mustang Shelby GT500 de 1967. O modelo, que volta a cena com peças originais da Shelby, é uma recriação vintage até a última porca. A empresa norte-americana, com base em Oklahoma, toma como base uma carroceria original de um Mustang fastback do período. Após despir o carro-base até o puro metal, o modelo começa a tomar corpo após a adição de toda a tecnologia automotiva que não estava disponível na época em que os Beatles lançaram o antológico álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band.

E bota evolução mecânica nisso. Embora o motor permaneça sendo um "small block", apenas a base do bloco é do conhecido Windsor (um V8 que na versão 5 litros equipou modelos da Ford como Galaxie e Maverick no Brasil), mas com deslocamento ampliado para 7 litros, injeção de combustível e construção artesanal. A transmissão no assoalho é uma atual Tremec de seis velocidades, com a última overdrive, de relação bem longa, boa para curtir o borbulhar plácido do oito cilindros sob o longo capô. As potências variam de 540 cv das versões básicas para 750 cv obtidos com a ajuda de um compressor volumétrico. Ainda há um sistema que injeta óxido nitroso que traz um reforço momentâneo na cavalaria que poderia ter salvo o General Custer em Little Big Horn, com 150 cv adicionais.

Veja mais fotos Mustang Shelby GT500 1967 da Classic Recreations!

A direção abandona o sistema de esferas recirculantes, que exige constantes correções e não oferece uma sensibilidade esportiva, em favor de um mecanismo de pinhão e cremalheira, muito mais preciso. A boa estabilidade, um predicado usualmente não associado aos antigos muscle cars, é garantida pela suspensão completamente ajustável com barras antirolagem nos dois eixos. Um conjunto que se ampara nas belas rodas Shelby de 17 polegadas com porca central. As medidas de pneus variam dos 245/40 nas quatro rodas do GT500 CR básico aos 245/45 na dianteira e 315/35 na traseira da versão de 750 cv. Já os freios são a disco de grande diâmetro nas quatro rodas.



No interior, destacam-se os bancos estilo concha com cintos de cinco pontos. Há uma profusão de instrumentos personalizados, que trazem o desenho de uma cobra Naja e a assinatura de Carroll Shelby, replicada também no painel defronte ao passageiro. O acabamento abusa do couro costurado a mão, um padrão de qualidade que o original produzido em massa pela Ford não ostentava. Detalhes em alumínio e uma alavanca de marchas mais curta, para mudanças rápidas e decididas, reforçam a sensação de nostalgia. Sem abdicar da modernidade. Além de embutido no painel, o ar-condicionado projetado pela Old Air Products (especializada em sistemas para carros clássicos) funciona melhor do que o original e o sistema de som com CD/MP3 faz os mais saudosistas esquecer dos antigos cassetes ou cartuchos.

Os GT500 recriados saem por iniciais US$ 119 mil, o equivalente a R$ 214 mil - Os GT500 recriados saem por iniciais US$ 119 mil, o equivalente a R$ 214 mil


As opções de cores contemplam as clássicas combinações de cor predominante em conjunto com as vistosas faixas que atravessam a carroceria longitudinalmente. São cinco opções: preto/cinza, cinza/preto, vermelho/branco, amarelo/branco e o clássico branco/azul. É claro que essa nostalgia sob a forma de metal não sai barato. O modelo básico parte de US$ 119 mil, o equivalente a R$ 214 mil, um valor que sobe para US$ 149 mil na versão Performance - R$ 218 mil - melhor equipada mas com os mesmos 540 cv. Batizada como Venom (veneno), a peçonhenta top de linha sai por US$ 199 mil, R$ 358 mil em valores convertidos. Em comparação com o valor que um original pode atingir atualmente, o valor pedido pela Classic Recrations não chega a ser um bote no bolso dos felizes proprietários.

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