Águas de Lindoia - Feirão de relíquias

A 15ª edição do Encontro Paulista de Autos Antigos definiu sua vocação ao se tornar o maior evento de comercialização do antigomobilismo da América do Sul. Saiba mais

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postado em 24/04/2010 11:15 Boris Feldman /Estado de Minas
Fotos: Boris Feldman/EM/D.A. Press
Águas de Lindoia (SP) - Uma Lambretta por R$ 10 mil ou um Bugatti por R$ 1,6 milhão. Um motor completo de Fordinho 29 ao lado de um antigo telefone preto de parede. Um manual de Variant II e um espelho retrovisor de Mustang. Não foi por falta de opção que alguém saiu do evento de mãos abanando. Por essas e outras é que o encontro na estância hidromineral se tornou o maior mercado de veículos antigos do continente.

Menos expositores e mais vendedores

O encontro promovido anualmente pelo casal Nilson e Edenise Carratu, em Águas de Lindoia, foi um gigantesco mercado de pulgas e ficou ainda mais nítida sua vocação, pois, em relação aos anos anteriores, houve uma redução na quantidade de veículos expostos por colecionadores.

Veja a galeria com os principais destaques de Águas de Lindoia!

Em compensação, dezenas de lojistas armaram estandes para oferecer centenas de automóveis e picapes, motos, caminhões, bicicletas...

Mercado de pulgas A 15ª edição do encontro começou dia 16 e terminou na quarta-feira e, além do comércio de veículos, havia cerca de 250 barracas de antigomobilia e antiquários. Uma profusão de peças, motores, miniaturas, pneus, literatura, bombas, acessórios novos ou de época, um sonho para o colecionador que procura uma peça para seu carro ou para decorar sua garage.

Além disso, o casal Carratu capricha na parte social do encontro com baile de máscaras, desfiles, "Tarde do Buteco", show de Elvis Presley Cover e outros. O Monte Real, hotel de razoável qualidade, é o centro de todas as atividades.

A Federação Brasileira de Veículos Antigos aproveitou o evento para realizar mais uma etapa do campeonato brasileiro de rali de regularidade de automóveis antigos com a participação de 18 duplas.

Best of Show

O gramado da Praça Adhemar de Barros, projetada pelo paisagista Burle Marx, foi novamente palco para a exposição de automóveis, picapes, caminhões e ônibus trazidos por colecionadores de vários estados. Mas a vocação para o lado comercial marcou presença inclusive entre eles: muitos ostentavam o celular do proprietário para "eventuais contatos"...

Nas edições anteriores, a praça transbordava de colecionáveis e chegou a receber mais de 500 deles, mas neste ano o número se reduziu a cerca de 300 veículos. Alguns raros no Brasil, como o Cord 810 de 1936 que acabou levando o troféu máximo do evento, o "Best of Show". Ou um Ford Edsel 1958, também raro, pois foi o maior fracasso na história da indústria americana e sua produção durou apenas três anos, de 1957 a 1959.

Entre os expostos, alguns esportivos italianos importantes, como Ferrari (BB512), Lamborghini (Urraco), Maserati (Ghibli), De Tomaso (Pantera) e Iso Grifo. E alguns ingleses notáveis, como um Riley conversível, Bentley e Rolls-Royce. Com destaque até para um caminhão do Corpo de Bombeiros, um Ford 1928 em excepcional estado de conservação.

Um modelo único no Brasil e que mais "entortava o pescoço" do pessoal era o Facel Vega 1958, um elegantíssimo sedã francês.

FNM Onça

Destaque entre os nacionais foi o Onça, um raríssimo esportivo projetado por Rino Malzoni com carroceria (que faz lembrar o Mustang cupê) vestindo a mecânica do Alfa Romeo 2150 (JK). A FNM chegou a montar – em 1967 – cinco das oito carrocerias (em fibra) produzidas, mas a fábrica de Milão proibiu sua licenciada brasileira de inventar qualquer projeto ostentando sua mecânica e logotipo...

Esse FNM Onça de 1967 foi o mais raro projeto nacional exposto no evento paulista - Esse FNM Onça de 1967 foi o mais raro projeto nacional exposto no evento paulista


O evento de Águas de Lindoia aceita também as inscrições de “hot rods”, que ficam expostos ao lado dos antigos, porém com premiação à parte.

Curiosamente, mas coerentemente com a vocação do evento, nos estandes de vendas de automóveis havia exemplares mais significativos e interessantes que os expostos, como um raríssimo Kiblinger 1907.

A praça foi pequena para receber tanta gente no fim de semana, com mais de 100 mil visitantes entre sábado (17) e domingo (18). Mas um número bem reduzido nos dias 19 e 20.
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