Antigos do Brasil - Quadrado inovador

Compacto da Fiat lançado em 1976 foi o pioneiro da indústria automobilística em Minas. O 147 teve família completa no Brasil, com hatch, perua, sedã, picape e multiuso

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postado em 01/10/2010 21:07 Marlos Ney Vidal /Estado de Minas
Fotos: Fiat/Divulgação
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O Fiat 147 fez sua estreia no Brasil em novembro de 1976. O modelo era derivado do 127 italiano. Protótipos europeus foram testados exaustivamente pelas estradas brasileiras, por isso a engenharia decidiu que o modelo nacional deveria ser mais robusto. Motor, câmbio e suspensão passaram por várias alterações. O 147 foi muito importante para história da marca no Brasil, segundo Cledorvino Belini, presidente da Fiat na América Latina. “O 147 foi também o pioneiro em muitas inovações no mercado, como o primeiro motor transversal, com o estepe colocado no mesmo compartimento e a introdução do conceito de pequeno por fora, grande por dentro”, afirma Belini.

Com 3,63 metros e pesando 800kg, o 147 tinha 2,22m de distância entre-eixos. O motor de quatro cilindros tinha apenas 1.050cm³ e fornecia 50cv a 5.800rpm. Belini lembra, ainda, que o 147 foi o primeiro carro movido a etanol lançado no País, em 1979. O 147 também passou a ser equipado em 1978 com o motor 1.300cm³ (gasolina), de 61cv, e o 1.300cm³ (etanol), de 62cv, que foi desenvolvido a partir do 1.050cm³. O interior oferecia cinco lugares para passageiros, além de um porta-malas razoável para a categoria e a possibilidade de rebater o banco traseiro.

Veja a galeria completa de fotos de toda a família 147!

Em 1978, o hatch ganhou a versão Rallye, equipada com motor 1.300cm³, trazendo no visual faixas pretas laterais, spoiler, faróis auxiliares e rodas com desenho esportivo. Tinha cinto de segurança de três pontos dianteiros e bancos reclináveis, de encosto alto. A versão ficou em produção até 1981.

FACE LIFT Em 1980, o 147 passou por sua primeira alteração visual, recebendo a chamada frente Europa, com capô mais aerodinâmico e inclinado e faróis retangulares. Em 1982, o 147 foi reestilizado mais uma vez, passando a ser denoninado Spazio. Ganhou nova grade, faróis e vidro traseiro maiores, para melhorar a visibilidade, e passou a adotar um câmbio de cinco marchas. A Fiat lancou ainda a versão esportiva TR do Spazio, que trazia spoilers traseiros (um no fim do teto e outro abaixo do vidro), além de faróis auxiliares. Modelo ficou em produção até 1984. Em 1987, o 147 saiu de linha e seu espaço foi assumido pelo Uno, lançado no Brasil em 1984.

VERSÕES Nos 11 anos em que ficou em produção, o hatch foi comercializado nas versões 147, 147 GL, 147 GLS, 147 Rallye, 147 C, 147 CL, Spazio CL, Spazio CLS e Spazio TR. O 147 foi o primeiro modelo a dar origem a uma família completa no mercado nacional, com hatch, picape, multiuso, perua e sedã. A picape foi a primeira derivada de um automóvel, ficando em produção de 1979 a 1981. Era equipada com motores 1.050cm³, de 50cv, e 1.300cm³ de 61cv (g) e 62cv (e). Em 1980, a picape passou a usar a plataforma da Panorama, ficando maior, com 3,78m, sendo rebatizada de Fiorino. Em 1982, recebeu a frente Europa do Fiat 147. A picape tinha a versão básica, com visual antigo, e a City, com visual novo, destinada aos consumidores que queriam um carro voltado para o lazer. O modelo teve sua produção encerrada em 1988.

A Fiat ainda lançou, em 1980, o 147 Fiorino, que na versão Fiorio foi produzido de 1980 a 1988, e o 147 Fiorino Vetrato, cuja produção começou em 1982 e terminou em 1988. O Fiorino teve ainda a versão Settegiomi, com bancos traseiros que podiam ser rebatidos, aumentando a área para carga. Ainda em 1980, veio a perua batizada de Panorama, cuja versão C foi produzida até 1985. Já a versão CL foi produzida de 1980 a 1986.

Em 1983, foi lançado o Oggi, um três volumes com o visual do Spazio. O pequeno sedã foi comercializado até 1985 nas versões CS, equipadas com os motores 1.300cm³ a gasolina e etanol. O modelo teve ainda a versão esportiva batizada de CSS, com motor de 1.415cm³ (etanol), que rendia 78cv. Foram produzidas apenas 300 unidades do Oggi CSS e se o modelo não fez sucesso na época, atualmente é cobiçado por colecionadores.

Hatch fabricado em Betim foi o primeiro modelo de produção nacional equipado com motor transversal de 1.050cm³ - Hatch fabricado em Betim foi o primeiro modelo de produção nacional equipado com motor transversal de 1.050cm³


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