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Pode misturar óleo sintético com mineral em situações de emergência?

O motorista puxa a vareta e percebe que tem que completar o nível do óleo do motor. No posto só tem o mineral mas o manual pede o sintético. Nesse caso, pode misturar?


Eduardo Aquino - Estado de Minas

Publicação: 16/12/2013 10:25 Atualização:

 (Reprodução da Internet)

O motorista está na viagem de férias e encosta no posto de uma cidade pequena ou na beira da estrada, para abastecer. Ao puxar a vareta do óleo, não dá outra: ele está abaixo do nível mínimo e tem que ser completado. Ele consulta a etiqueta colada no para-brisa e descobre que o lubrificante que está no cárter tem base somente sintética, mas o posto tem disponível apenas o óleo mineral, embora com as mesmas especificações (de aditivação e viscosidade) previstas pelo fabricante do veículo. Como fazer? Saiba como proceder nessa situação e conheça outras dicas para que o motor do seu carro não vá para o espaço.

Na opinião do especialista em lubrificação automotiva Remo Lucioli, da Inforlub, misturar óleo sintético com mineral nunca é bom. “Não existem estudos seguros para aconselhar essa mistura. Por dedução técnica, você estaria piorando o produto se completasse o nível de óleo sintético ou melhorando se fizesse o contrário”, argumenta. Ele explica que não dá para prever se os aditivos usados na fabricação de um são compatíveis com aqueles usados no outro. “Pode ocorrer uma interação entre eles e isso prejudicar a eficiência da lubrificação”, alerta. No caso de uma emergência, Remo aconselha que o motorista, depois da mistura, siga o prazo de troca do óleo de qualidade inferior, ou seja, do mineral (seis meses ou cinco mil quilômetros, o que ocorrer primeiro).

QUAL É A DIFERENÇA? O lubrificante pode ser mineral, semissintético ou sintético, dependendo do tipo de base com o que ele foi fabricado. O dono do carro pode escolher qualquer um dos três, desde que o óleo atenda às especificações (veja abaixo) citadas no manual do veículo. Mas existem diferenças de performance entre eles. De acordo com Remo Lucioli, “podemos dizer que o óleo sintético é um produto da engenharia química mais resistente que o mineral (que é obtido da destilação direta do petróleo) e que o semissintético (que mistura básicos sintéticos e minerais)”.

Sopa de letrinhas
As especificações de óleos mais comuns no mercado brasileiro são:

SAE – Sigla em inglês da Sociedade dos Engenheiros Automotivos dos Estados Unidos, que define faixas de viscosidade e divide os óleos em dois grupos: de grau de inverno (que levam a letra W, de winter, inverno em inglês), que reúne aqueles lubrificantes que possibilitam uma fácil e rápida movimentação do mecanismo e do próprio óleo mesmo em baixas temperaturas (a classificação varia de 0W até 25W); e de grau de verão, que inclui aqueles que trabalham em altas temperaturas (o número varia de 20 a 60) sem o rompimento de sua película lubrificante, pois, quanto mais quente o óleo, menos viscoso.

API – O American Petroleum Institute (API), que também é americano, define níveis
de desempenho e é indicado por duas letras.
 A primeira define o tipo de combustível
(o S é para motores a gasolina, álcool,
flex e Gás Natural Veicular) e a seguinte
define o tipo de serviço, sendo que as letras estão em ordem alfabética e indicam modernidade: o SJ é superior ao SH, ou seja, passa em todos os testes que ele, e assim sucessivamente. Atualmente , o nível API SM
é o mais avançado.

ACEA –
A Associação dos Construtores Europeus de Automóveis (Acea, em francês) associa alguns testes da classificação API com ensaios de motores europeus (Volkswagen, Peugeot, Mercedes-Benz etc.) e ensaios
de laboratório.

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