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Chinesa Geely promete incomodar o mercado com o sedã EC7

A carta na manga da Geely é ser dona da Volvo Cars e ter a próxima geração de automóveis desenvolvida na Suécia. Por enquanto, chegam ao Brasil modelos montados no Uruguai


Boris Feldman - Estado de Minas

Publicação: 26/01/2014 14:51 Atualização: 26/01/2014 19:57

 (Fotos: Geely/Divulgação)
Itu, SP - Agora é a Geely: já que os chineses são inevitáveis, relaxa e... testa. Seu primeiro modelo no Brasil é o EC7 GS, sedã que adota a mesma ideia do Renault Logan (ou Chevrolet Cobalt): preço de compacto, espaço de médio. Ele é mais comprido e tem maior entre-eixos que o atual Corolla, com muito espaço no banco traseiro e um gigantesco porta-malas. O estilo fica no meio do caminho entre o “tiozão” e o modernão. O acabamento interno não encanta nem decepciona.

 

Veja mais fotos do Geely EC7

 

O desempenho deixa a desejar, mas deve melhorar com o motor flex em julho e (principalmente) com o câmbio automático (tipo CVT, em 2015).

 

Carta na manga

A Geely aposta no potencial das empresas que incorporou fora da China: o grande trunfo da marca foi a aquisição da sueca Volvo Cars, em 2010. Na Inglaterra, tem a fábrica dos famosos táxis londrinos. E a australiana DSI, uma das maiores produtoras de transmissões automáticas do mundo.

A Geely montou na Suécia um centro de tecnologia com 160 engenheiros europeus e 40 chineses, que desenvolvem a primeira plataforma comum para os próximos modelos das marcas sueca e chinesa. A gama atual da Geely ainda é fruto da engenharia da empresa em Xangai.

Quem traz a marca é o grupo Gandini, de Itu (SP), responsável também pelas operações locais da Kia. Depois do EC7 que chega em março tem em abril o hatch compacto CG-2, ambos produzidos (CKD) no Uruguai. A Geely pretende vender apenas 3.500 unidades em 2014, crescendo o volume para 20 mil carros em 2015. Já existe um grupo nomeado em Belo Horizonte que ainda não definiu a data para iniciar operações.

Interior bem acabado torna vida a bordo mais agradável
Interior bem acabado torna vida a bordo mais agradável


Ficha técnica

Motor
– 1.8, a gasolina, 16 válvulas, de 130cv a 6.100rpm e torque de 16,9kgfm a 4.100rpm

Transmissão – tração dianteira e câmbio manual de cinco marchas

Direção – pinhão e cremalheira com assistência hidráulica

Freios – discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira

Suspensão/rodas/pneus – dianteira e traseira do tipo Mc Pherson; 6,5 x 16/215/55 R16

Dimensões (metros) – comprimento, 4,64; largura, 1,79; altura, 1,47 e distância entre-eixos, 2,65

Peso – 1.280kg

Porta-malas – 670 litros

Preço – R$ 49.900

 

Onda amarela no Brasil

O EC7 impressiona favoravelmente o conjunto mecânico, embora o motor exija alta rotação para entregar desempenho. O que não combina com os hábitos do motorista padrão. Além disso, o nível de ruído (que é baixo) aumenta e, provavelmente, também o consumo. Anda bem no trânsito urbano, mas sofre na rodovia. Motorista acaba encontrando uma boa posição com o ajuste do banco e volante. Suspensão, transmissão e freios que não comprometem e acabamento correto (com toques de sofisticação) tornam agradável a vida a bordo.

POSITIVO
Segurança Há cinco apoios de cabeça e cintos de três pontos. Pneus Continental, ou seja, sem sustos na reposição. Nenhum rufar de tambores: freios a disco nas quatro rodas. Sistema Isofix para cadeirinhas.

Garantia Três anos ou 100 mil quilômetros.

Conforto Ar-condicionado digital, volante com regulagem somente de altura, computador (com poucas funções, mas tem...), travas, espelhos e vidros elétricos (não automáticos). Sensores de ré e crepuscular, bancos em couro sintético.

Direção: Com assistência hidráulica, boa na cidade, mas 'molenga' na estrada por falta de regressividade do sistema
Direção: Com assistência hidráulica, boa na cidade, mas 'molenga' na estrada por falta de regressividade do sistema


Quanto? Não tem opcionais, é pacote fechado por atrativos R$ 50 mil. Concorrentes custam R$ 60 mil ou mais. Marca registrada dos chineses.

Importador O Grupo Gandini tem boa imagem no mercado, pela tradição no setor e bom trabalho como importador Kia.

NEGATIVO
Motor Peso do carro pede mais uns cavalinhos e torque, até porque o carro acomoda bem cinco pessoas e muuuita bagagem. Motores 1.8 mais modernos rendem mais do que 130cv e 16,9kgfm. Injustificável (no mercado brasileiro) a versão flex só estar disponível em julho.

Direção Com assistência hidráulica, boa na cidade, mas “molenga” na estrada por falta de regressividade do sistema.

Câmbio Marchas longas, que acentuam os cavalinhos faltantes. E sentida ausência do automático, que só dá as caras em 2015.

Rede Inicialmente, só 15 concessionárias concentradas no Sul/Sudeste (uma em BH).

Esta matéria tem: (5) comentários

Autor: mauro almeida
acho que o povo brasileiro ja esta igual gato escaldado de agua quente, cherry jac e outras vem aqui levam nossos reais e deixam ferros velhos, conheço um proprietario de um qq que levou para trocar e o carro com menos de 2 anos de uso ofereceram 10 mil na base de troca. | Denuncie |

Autor: Gilson Gomes
Pagou 50 k num dia, certamente valerá 25 k no outro. Nunca vi carro tão feio e mal acabado. Coisa de chines pra vender para brasileiro que pensa que é eXperto ! Falou que é ching ling tó fora !!! | Denuncie |

Autor: alvaro mello
sE NÃO BAIXAR O PREÇO, P UNS 40000,00, VAI MORRER NA PRAIA | Denuncie |

Autor: Felizberto Duarte
Para mim não vai incomodar nada, não compro carros chineses mesmo. Chinês sabe produzir PASTEL... Algumas coisas que comprei no OI funcionaram no máximo uma semana. Acha que irei comprar um carro?? Uso AUTOMÓVEL from DEUTCHLAND. | Denuncie |

Autor: Eduardo Gomes
Não achei o acabamento bom como disse a reportagem. O painel parece de carros que sairam de linha. Por 50 mil é melhor arriscar em outras opções. | Denuncie |

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