Novo, mas rodado. É verdade?

Professora compra Citroën novo na concessionária, mas carro vem com 126 km rodados

Consumidora afirma que comprou Citroën AirCross zero na Chamonix em BH, cujo hodômetro marcava nada menos que 126km rodados. Logo na primeira semana, o veículo apresentou diversos defeitos

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postado em 26/03/2014 08:32 / atualizado em 26/03/2014 09:46 Pedro Cerqueira /Estado de Minas

Carla Moreira está decepcionada com a quilometragem e revenda diz que é normal  - Beto Novaes/EM/D.A Press Carla Moreira está decepcionada com a quilometragem e revenda diz que é normal

O leitor há de concordar que a marca de 126km no hodômetro é muito pouco quilômetro rodado para um veículo usado, mas muito caminho andado para um carro novo. Pois foi com essa quilometragem que a professora universitária Carla Moreira afirma que retirou seu Citroën AirCross “zero” da concessionária Chamonix. “No dia em que fui buscar o carro, quando a vendedora estava me mostrando os detalhes, percebi que ele já havia rodado 126 quilômetros. Cheguei a questionar a vendedora, mas ela disse que era normal encontrar veículos novos com até 200 quilômetros rodados, porque eles passam por testes de fábrica”, relata a professora.

VEJA FOTOS DO CITROËN AIRCROSS

Apesar de ter ficado incomodada com a situação, Carla aceitou a explicação, mas, desconfiada, analisou minuciosamente o veículo e viu que estava arranhado na região do para-choque. A vendedora pediu que ela esperasse um pouco para que o veículo fosse polido. “Esperei quase uma hora, quando a vendedora chegou se desculpando e dizendo que parte da tinta do para-choque havia saído e que a peça precisaria ser trocada”, conta Carla, que voltou para casa sem o carro.

No dia seguinte Carla voltou à Chamonix para buscar seu AirCross devidamente reparado. Ao sair com o veículo, mais decepções: os vidros geravam bastante barulho no habitáculo, e a direção estava desalinhada, puxando muito para a direita. No fim daquela semana, o carro ainda apresentaria um problema eletrônico, quando a luz que indica anomalia no sistema de injeção acendeu. O veículo seguiu rebocado para a concessionária, onde novamente passou por reparos. Logo o carro voltou a apresentar o mesmo problema eletrônico e voltou à Chamonix, onde de novo foi reparado e, dessa vez, saiu com todos os defeitos (inclusive os vidros e o alinhamento) sanados.

DESCONFIANÇA
Apesar de terem sido resolvidos, tantos problemas só contribuíram para que Carla ficasse ainda mais desconfiada a respeito do veículo. “Eu paguei por um carro novo, me sinto completamente insegura com este. Fora a sensação de me sentir uma idiota por ter retirado um veículo com 126 quilômetros rodados como se fosse um zero quilômetro”, extravasa a cliente da Chamonix. Carla explica que sua situação ficou desfavorável depois que bateu o veículo durante uma viagem que fez. “Fica parecendo que não quero mais o carro porque ele foi batido, mas minha briga com a concessionária vem desde a primeira semana, na qual o retirei”, relata.

DOCUMENTO

De acordo com Tulio Albuquerque, diretor da Chamonix, o AirCross de Carla chegou à concessionária com 19,8km rodados e saiu com 22km. “Nós temos 13 veículos destinados exclusivamente para test-drive, para que usaríamos o veículo de um cliente?”, afirma Tulio, que na época em que o carro foi vendido não trabalhava na Chamonix. Segundo o diretor, a empresa tem o documento que registra a retirada do veículo, devidamente assinado pela cliente, em que consta que o veículo havia rodado 22 quilômetros.

VEJA FOTOS DO CITROËN AIRCROSS

Carla rebate, falando que a assinatura de todos os documentos foi feita antes de ver o veículo. “Sem falar que, naquele dia, eu não retirei o carro porque ele estava com o para-choque avariado”, relembra a professora. “Já tive outros três carros zero que nunca deram problema. Acho que foi confiando nisso que, mesmo achando estranha a alta quilometragem, aceitei este carro”, explica Carla. Apesar do diretor da Chamonix afirmar que tem a assinatura de Carla do documento de retirada do veículo, este não foi apresentado à reportagem.

 

Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press
 

Tags: aircross

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