Adicionar é subtrair?

Tire suas dúvidas sobre a gasolina aditivada, obrigatória a partir de 2015

A gasolina comum deixará de existir nos postos brasileiros a partir de julho do ano que vem. Por isso, tiramos algumas dúvidas sobre a aditivada e seus poderes mágicos

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postado em 16/05/2014 09:33 / atualizado em 16/05/2014 10:29 Marcus Celestino
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A redução do enxofre na gasolina comercializada no Brasil (de 800mg/kg para 50mg/kg) a partir de janeiro deste ano ajudou a diminuir a emissão de poluentes na atmosfera em até quase 60%, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). No entanto, outra medida que seria aplicada na mesma data acabou sendo protelada. O fim da gasolina comum no país ficou para julho de 2015, mas por que ela será extinta se os níveis de enxofre já foram reduzidos? Para encher o bolso das distribuidoras? Para melhorar ainda mais nossa qualidade de vida?



Com níveis menores de enxofre, por que a gasolina aditivada se faz necessária?

A aditivada evita que os sólidos fiquem no tanque, na bomba, nas válvulas de admissão e nos bicos injetores e, com isso, ajuda ainda mais na redução da emissão de poluentes na atmosfera. A diminuição de formação do depósito de sólidos nas válvulas de admissão dos motores faz com que não haja perda de desempenho do veículo.

A gasolina aditivada melhora desempenho e diminui consumo?

Não. Para melhorar o consumo, só a gasolina com maior octanagem em motores com elevada compressão. O aumento da potência de um carro nada tem a ver com aditivos detergentes-dispersantes na gasolina. Além disso, o consumo reflete o modo de conduzir de cada motorista. Ou seja, se você tiver um pé mais pesado, a gasolina aditivada não fará com que seu veículo seja menos ébrio.

A gasolina comercializada no Brasil é a mesma de posto para posto?

Essa é uma pegadinha. Muitos acreditam que não, mas a resposta é “sim”. O que muda mesmo são os aditivos, que podem variar de distribuidora para distribuidora. Vale frisar que não há prejuízo algum ao abastecer em postos diferentes, desde que o estabelecimento seja idôneo.

Qual gasolina brasileira pode abastecer um carro importado?

Qualquer gasolina pode abastecer um importado. Porém, motores com alta taxa de compressão “pedem” combustível com o nível mais elevado de octanas e, nesse caso, é recomendável a gasolina do tipo “premium” como a Podium da BR. Atualmente, nossa gasosa comum tem 92 octanas (RON)e nem mesmo carros de alta performance perderiam tanto desempenho bebendo dela. Pode-se passar pelos perrengues do batismo do combustível, mas isso não tem nada a ver com aditivos detergentes-dispersantes e tampouco com a distribuidora.

Por que só a gasolina recebe aditivos e o álcool não?

O álcool chegou a receber aditivos, mas isso mostrou-se inútil por causa do baixo teor de carbono presente no combustível. Por isso, não há a necessidade.

Qual gasolina não tem álcool no Brasil?

Nenhuma. Todas tem de 20% a 25% de etanol anidro em sua composição, seguindo as regulamentações da ANP. O álcool absoluto (de coloração alaranjada, quase sem água em sua formulação e não encontrado nos postos) ajuda a aumentar o nível de octanagem na gasolina e reduz emissões de dióxido de carbono na atmosfera.

Não confio nos aditivos da distribuidora. Posso aditivar minha gasolina?

Sim. Como não há uma definição acerca dos aditivos presentes na gasolina nacional, muitas vezes o consumidor fica com receio de abastecer seu veículo com um combustível do tipo (ponto negativo para a ANP, que faz vista grossa). Para isso, pode-se comprar em concessionárias, lojas especializadas ou na internet frascos com aditivos de várias marcas. É só encher o tanque com gasosa comum e fazer o processo de aditivação você mesmo seguindo as diretrizes contidas na embalagem do produto.

Euler Junior/EM/D.A Press

Tags: combustível

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RONALDO
RONALDO - 16 de Maio às 10:42
Excelente materia !
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