Estado de Minas

Após queda das vendas, Fiat reduz produção do Linea, Idea e Bravo

Queda nas vendas teria motivado corte de 50% na linha 4 e sindicato denuncia demissões. Mercedes-Benz também pisa no freio em Juiz de Fora


Marta Vieira - Estado de Minas

Publicação: 29/05/2014 08:06 Atualização: 29/05/2014 08:28

Fiat Linea tem preços a partir de R$ 55.850 (Fiat/Divulgação)
Fiat Linea tem preços a partir de R$ 55.850

O freio imposto às vendas da indústria automobilística leva a cortes de produção nas fábricas da Fiat Automóveis, de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e da marca Mercedes Benz, em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. A montadora italiana confirmou nessa quarta-feira ter reduzido à metade o ritmo fabril da linha 4, responsável pelos modelos Linea, Idea e Bravo, para se ajustar ao mercado. Com a alteração, a companha pôs fim ao regime de horas extraordinárias que estão sendo cumpridas e realocou parte dos trabalhadores em outras atividades da unidade industrial. De acordo com a assessoria de imprensa da Fiat, a estratégia significou uma redução inferior a 10% da produção total diária de 3 mil carros.

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Em Juiz de Fora, a fábrica da Mercedes Benz diminuiu em 20%, neste mês, a jornada, passando a trabalhar quatro dias por semana, depois de já ter concedido férias coletivas de 20 dias em abril e maio a 450 empregados, dos atuais 900. A montadora não divulga informações relativas a volume de produção, limitando-se a informar que está adequando a fábrica ao momento de desaquecimento do mercado brasileiro, assim como adotou medidas restritivas com este fim à produção em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

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Dados divulgados em abril pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) indicaram queda de 21,4%, em média, da produção de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus, frente ao resultado de idêntico mês do ano passado. Os licenciamentos de veículos diminuíram 12,1% na mesma base de comparação. Ainda por meio de sua assessoria de imprensa, a Fiat informou que a demanda está concentrada nos veículos Uno, Palio, Strada, Fiorino e Doblò.

 (Fiat/Divulgação)


Com a redução da produção da montadora italiana, o Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Igarapé e São Joaquim de Bicas está apurando denúncias de que a empresa teria feito demissões a conta-gotas daqueles trabalhadores que não foram remanejados. Os cortes teriam recaído, segundo informações levadas ao presidente do sindicato, João Alves de Almeida, sobre empregados que estavam há menos de um ano em serviço. A entidade só tem controle sobre as rescisões de contratos com duração superior a um ano, as quais, por lei, homologa. “As informações que chegaram ao sindicato dão conta de que a empresa demitiu 400 pessoas com menos de um ano de casa no último mês”, afirma Almeida.

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Audiência


Na tentativa de contornar os efeitos da redução do ritmo da fábrica da Mercedes Benz, o Sindicato dos Metalúrgicos de Juiz de Fora pediu audiência na Câmara Municipal e a intermediação da delegacia regional do Ministério do Trabalho e Emprego, mas representantes da empresa não compareceram. A instituição registra 130 demissões homologadas desde setembro do ano passado. A assessoria do presidente do sindicato, João César da Silva, informou que ele foi comunicado em reunião, na segunda-feira, de que a montadora alemã vai paralisar a produção por 52 dias intercalados no período de julho a dezembro para se adequar à demanda menor no mercado brasileiro e à retração das exportações para a Argentina, deixando de produzir 200 caminhões Actros. A empresa não confirma as informações.

Unidade mineira produz o caminhão extra-pesado Actrus (Mercedes-Benz/Divulgação)
Unidade mineira produz o caminhão extra-pesado Actrus

Esta matéria tem: (16) comentários

Autor: Fábio Wagner Da Silva Lima
O cara paga 42 mil num Nissan Versa e diz que é melhor que Linea/Bravo, kkk de fato vc não conhece nada de carro mesmo! | Denuncie |

Autor: Marco Pereira
Carro tem que ter conforto, sim. Porem, para o Brasil, este conforto sai muito caro e não compensa ficar com carro parado nas montadoras e não vender. Vender um aqui e outro ali, tem que ter carros populares se não, fechas as portas. Poderiam montar carros menos sofisticados...venderiam muito mais. | Denuncie |

Autor: Marco Pereira
Eu sempre me dei bem com carros da FIAT. O problema é montar carros que para o Brasil são caríssimos e aí o prejuízo nas vendas. O LINEA, É UM SENHOR CARRO MAS, O PREÇO, não tem como vender como um SIENA, PALIO, UNO, PUNTO que também podem melhorarem nos seus preços. Assim também é com outras marcas. | Denuncie |

Autor: Jorge Magalhaes
O provérbio que se encaixa para a Fiat : "Aqui se faz, aqui se paga". Não respeita o consumidor brasileiro. Carros defasados a preços de carros top. Se for à falência, não vai fazer falta. Quem vai sentir falta é a matriz da Fiat na Itália. Vai perder a "boquinha" | Denuncie |

Autor: Ramon Faria
Não existe carrão no Brasil, quer comprar um importado,traz de navio. | Denuncie |

Autor: Jose Lister de Sousa Cerveira
O grande problema de Linea e Bravo é a categoria que eles concorrem: Corolla, Civic, Focus, etc são bem mais modernos. Como pode não ter uma câmbio automático decente numa categoria desas? A maioria desses compradores optam por cambio automático. Se a Fiat resolvesse esse problema já seria um passo. | Denuncie |

Autor: jorge aparecido dutra
Esses modelos em questão estão muito defasados diante dos concorrentes, é só verificar a idade dos projetos e as inovações introduzidas, é só lanterninha nova aqui, gradinha ali, adesivinho acolá. | Denuncie |

Autor: gustavo
Gente, carro brasileiro é meio de transporte, o Linea e uma carroça, já tives carros, como volvo, eclipse, toyota seg, new civic e etc, hoje gosto de andar de Palio completo, pelo fato de chamar menos atenção para assaltos, e também manutenção de baixo custo. | Denuncie |

Autor: Elson Santos
Essa Fiat tem mais é que se ferrar mesmo. Carros ruins (se comparados com outros da mesma categoria) e muito caros. Se ela fechar as portas, para mim não fará nenhuma diferença. Italianos mercenários e governo mais ainda. | Denuncie |

Autor: Campos Campos
Falar que o acabamento do Bravo é ruim é o mesmo que falar "Eu não entendo nada de carros!". Igual um dia que vi um comentário de um individuo falando que o motor T-jet é ruim... leigos. | Denuncie |

Autor: Felipe Silva
Coitado desse Daniel Blah, falar que o Bravo é pobre em acabamento e qualidade deve ser no mínimo dono de um Gol, tenho pena destes comentários ridículos. Como diz o Andre Lustosa pobres donos de carro mil. Vulgo enceradeiras!! | Denuncie |

Autor: André Lustosa
Dono de carro mil adora falar mal do Linea ou do Bravo. Quem desdenha quer comprar. MAS NÂO PODE ! $$$$ | Denuncie |

Autor: Leonardo Guimarães
Por R$ 42.000,00 comprei um Nissan Versa completo. Não perde em nada em relação a conforto e é muito mais confiável. Por que pagar R$ 55.000,00 numa carroça italiana??? | Denuncie |

Autor: Fabricio fmdsouza
Concorrer com a Toyota e com a Honda é difícil até no mercado americano! O único sedã, que faria frente seria o Marea! Mas os idiotas da Fiat, queimaram o carro! Hoje, sobrevive apenas com o palio e o uno, carro de comunidade. | Denuncie |

Autor: Daniel Blah
Dois carros de pobre acabamento e qualidade. Nunca valeram a apena. Só um imbecil pra pagar caro nisso. | Denuncie |

Autor: Guilherme Mercês
Mandam ate o presidente da empresa embora se for necessário, agora reduzir os preços dos carros.. NUNCA..porque senão as pessoas verão o quão caro pagam... BOICOTE!!! Não compre carro novo por agora !!!! | Denuncie |

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