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Riscos de rodar na reserva

Deixar o tanque de combustível nas últimas pode prejudicar o seu carro


Portal Vrum

Publicação: 17/02/2013 00:00 Atualização:

O combustível está por um fio. À sua frente um posto de gasolina se perfila, convidando-o a entrar e abastecer. No entanto, seja por pressa ou por confiar demais nos limites do automóvel, você opta por ir adiante com a luz da reserva acesa. No final das contas, você consegue chegar “em paz” ao seu destino e promete a si mesmo que amanhã não deixará de encher o tanque.

Até aí tudo normal. Quem nunca passou por uma situação como esta que atire a primeira pedra. O problema é quando este tipo de atitude torna-se um hábito. É quando andar com o ponteiro nas últimas deixa de ser uma distração de um dia atarefado e vira rotina. A partir de então, acontece o que pouca gente sabe: o automóvel passa a correr sérios riscos.

 

Valcenir Lesbaum sempre abastece o veículo quando ponteiro começa a baixar (Edvaldo Rodrigues/DP/D.A Press)
Valcenir Lesbaum sempre abastece o veículo quando ponteiro começa a baixar

 

Neste caso, os especialistas são unânimes em afirmar que o perigo de fato existe. O recipiente, quando abaixo do nível tolerável, tende a acumular muito mais sujeira nos filtros e, consequentemente, há uma sobrecarga do sistema de carburação. Quando há reincidência, além do consumo de combustível tornar-se maior, também pode haver falhas que comprometerão a vida útil do seu meio de transporte.

O mecânico Geraldo Nunes garante que sua oficina recebe diariamente motoristas que incorreram no erro de andar por tempo demais na reserva: “As pessoas acham que o carro nunca vai reclamar. Contudo, ele tem que ser tratado com carinho. E não é só carro velho que reclama, não. Carro com injeção eletrônica é ainda pior porque pode quebrar a bomba de combustível e complicar tudo”, afirma o mecânico de 61 anos.

Zelo de sobra
Há aqueles, porém, que não se permitem esta falta de cuidado sob hipótese alguma. Basta o ponteiro declinar um pouco, que dirigem-se com pressa ao posto mais próximo. Com a chave em punho, decretam ao frentista: “Pode completar”. É o caso de Valcenir Lesbaum, de 64 anos. “Sempre abasteço o carro quando o ponteiro começa a baixar. Fiquei com essa mania depois que fiquei sem gasolina embaixo de um viaduto. Desde então, meu tanque está sempre no máximo”, garante o administrador de empresas.

Entretanto nem é preciso ser tão zeloso assim. O que não pode é andar sempre no limite e submeter o veículo a danos desnecessários. Além do que, há sempre a chance do seu cálculo ser mal feito e, ficar parado sem gasolina, além de sujeitá-lo a uma multa por infração média, pode aí sim se transformar no maior atraso de vida.

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