Organizada pela SAE-Brasil, a Minibaja reúne estudantes de engenharia de todo o Brasil em uma corrida automobilística. A diferença é que o projeto do veículo é todo construído por eles. A regra é a de sempre, vence quem cruzar a linha de chegada primeiro. Mas não é tão fácil alcançar esse objetivo, são meses de planejamento e mão na massa para criar o melhor carro. Três equipes já estão preparadas para representar Pernambuco entre os dias 14 e 17 de março na cidade de Piracicaba em São Paulo.
Os estudantes da Universidade Federal de Pernambuco pretendem manter a linha de vitórias conquistadas e fazem questão de não distinguir as equipes até o evento. Ano passado os dois carros da equipe ficaram em 3o e 2o lugar. "motor usado é padrão para todas as equipes, um monocilíndrico de 305 cilindradas, então temos que investir no equipamento", explica Ailson Matoso, capitão e piloto de uma das trupes.
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| Estudantes da UFPE apresentam oficialmente os dois carros concluídos |
Nos dois carros a equipe apostou em elementos leves e construiu o modelo a partir de tubos de aço e fibra do coqueiro para a confecção da capa do painel eletrônico. A transmissão CVT fica acoplada a uma caixa de redução e a suspensão é de duplo ar. Além da parte mecânica, os estudantes procuram levar no design elementos que retratem o estado. "Esse ano vamos homenagear Ariano Suassuna e Chico Science", relata Ailson.
Com o mesmo entusiasmo a equipe Corisco Coyote da Escola Politécnica de Pernambuco, busca o prêmio. "Estamos praticamente morando da faculdade para dar conta do trabalho", fala Eduardo Gondim, capitão do time, ao mostrar o modelo com suspensão independente e transmissão CVT com redutor de engrenagem. A equipe tem grande responsabilidade, vencer os fantasmas da competição passada, onde o motor quebrou.
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| Equipe da Poli coloca a mão na massa durante os preparativos finais |
O piloto Lucas Furtado sabe da pressão, mas não demonstra medo. "Sempre quis pilotar, desde o ano passado, estou ansioso e espero que chegue logo a hora", comenta. As equipes podem ser adversárias, mas ambas reconhecem o valor da experiência vivida. "É como uma empresa, temos que lidar com tudo, equipe, horários apertados, a parte financeira, é muita responsabilidade", retoma Ailson Matoso.
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