Novidade - Negócios da China e da Índia

Chineses e indianos buscam novos mercados. No Salão de São Paulo, mostraram que estão interessados em vender carros no Brasil

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.
postado em 30/11/2006 23:59 Rafael Bozzolla /Estado de Minas
Utilitário-esportivo da Mahindra tem motor 2.7 turbodiesel e será produzido em Manaus - João Luiz/Tecnifoto Utilitário-esportivo da Mahindra tem motor 2.7 turbodiesel e será produzido em Manaus
Os estandes não eram os maiores, nem estavam entre os mais bem montados e, gosto pessoal à parte, também não se pode dizer que os carros em exposição eram os mais belos. Mas, no Salão do Automóvel de São Paulo, que terminou no dia 29 de outubro, duas marcas chamaram a atenção, muito além do que podia se supor, julgando apenas pelos modestos espaços de exposição. O feito atendeu pelos nomes de Chana (que também deu origem a algumas das piadas mais ouvidas da mostra), marca chinesa de utilitários, e Mahindra, fábrica indiana de picapes e veículos com tração integral. Mas, apesar do aparente exotismo e da novidade, as propostas não poderiam ser mais diferentes.

Produção

A Mahindra vem para o Brasil como fabricante. O operação nacional é uma parceria com a Bramont, empresa que opera em Manaus, fabricando motos e scooters, com as marcas Garini e Evander. A linha de montagem dos utilitários também será na capital amazonense e vai usar a fábrica da malsucedida Crosslander (que tentou produzir jipes de origem romena no Brasil), que está sendo adaptada para produzir os carros.

Os três modelos que serão comercializados são a picape CD (Cabine Dupla), CS (Cabine Simples) e o utilitário-esportivo SUV. O veículos se enquadram na categoria dos utilitários médios e vêm equipados com motor 2.7 turbodiesel de quatro cilindros, com 112 cv de potência e 28,6 kgfm de torque. Um pouco menos do que os concorrentes brasileiros, que também incluem as picapes Chevrolet S10, Ford Ranger, Toyota Hylux, Nissan Frontier e Mistsubishi L200. Já entre os SUVs, a disputa será com a Blazer, SW4 e Xterra. Como é de se esperar nessa categoria, os carros têm tração integral com reduzida.

Público

De acordo com Oliveira Neto, diretor comercial da Bramont, a acolhida do público ficou além das expectativas, e impressionou até os executivos da matriz indiana. Os visitantes do nosso estande ficaram surpresos em saber que, além de ser um centro de alta tecnologia, a Índia também produz veículos de qualidade. Aliás, Oliveira Neto esclarece que, apesar do preço competitivo (a partir de R$ 72 mil para a picape e de R$ 85 mil para o SUV), o foco da campanha de vendas será no bom nível de acabamento e de equipamentos dos veículos. Outro aspecto importante que Oliveira destacou foi o interesse na versão de cabine simples pela parcela do público que efetivamente usa a picape para transportar carga. Achamos que o principal modelo será o SUV, mas é o mercado que vai definir o mix de produção.
Modelos da chinesa Chana têm motor de 970 cm³, de 53 cv, de origem Suzuki, e preços batante atraentes - Rafael Bozzolla/EM - 10/2006 Modelos da chinesa Chana têm motor de 970 cm³, de 53 cv, de origem Suzuki, e preços batante atraentes

O objetivo da Bramont é começar as vendas entre abril e maio do ano que vem, com uma rede de 25 concessionárias. Inicialmente, serão produzidas 200 unidades por mês, mas há possibilidade de aumentar a capacidade. O índice de nacionalização inicial será de 20%, mas, em três anos, deve chegar a 80%.

Timidez

Já os chineses, de quem se esperava presença significativa, acabaram decepcionando. As duas principais marcas locais, Geely e Chery, que já deram os primeiros passos nos salões de Detroit, Paris e Frankfurt, não participaram. A expectativa era de que apresentassem hatches compactos mais baratos do que o Mille.

A representação do país ficou mesmo por conta da marca Chana, que também vai vender utilitários. Mas no caso chinês o preço é sim a principal arma. Os veículos são compactos com motor de origem Suzuki, de 970 cm³ e 53 cv. As versões são: Chana Cargo, caminhonete de dois lugares; Chana Cargo CE, com cabine estendida; Chana CD, com cabine dupla; Utility, furgão de dois lugares; e Chana Family, minivan de sete lugares. Os preços são, respectivamente, de R$ 27,9 mil, R$ 28,9 mil, R$ 29,9 mil, R$ 31,9 mil e R$ 33,9 mil. O ar-condicionado é opcional e custa R$ 1 mil - menos para a Family, quem vem com o equipamento de série.

Quem traz os utilitários para o Brasil é a Districar, responsável pela distribuição da coreana Ssangyoung, e tem objetivos relativamente modestos. Mario Santos, diretor técnico da Tricos (empresa dona da Districar), esclarece que a intenção é de comercializar entre 2 mil a 2,5 mil veículos por ano. Quando as vendas começarem em janeiro, haverá revendas apenas nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro. Ainda não há previsão para a abertura de concessionárias em outras cidades do Brasil.
Erro ao renderizar o portlet: Interna Noticia - Anuncios

Erro: 'False'

Veículos

Encontre seu veículo

Últimas notícias

ver todas
25 de outubro de 2012

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação