Bienal - Vamos falar de carros, mas, dos verdadeiros

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postado em 07/12/2007 21:00 Portal Vrum
Eos, o Eos, o "golzinho" da Bienal
Por Bernardo Biagioni - Revista Ragga

"Ei, por favor! Tem mais carros no andar de baixo?" Perguntei para um segurança que bloqueava o acesso de uma escada. "Não, não! Lá em baixo é o estacionamento."

Sim, o guarda estava certo. Sexta-feira, 7 de dezembro, nenhum carro circulava pelas redondezas do Expominas, na Av. Amazonas. Todas aquelas carcaças rastejantes que trafegavam pela área eram não mais que simples veículos, meros "transportezinhos".

Mas, no meio de Ferrari, BMW, Lamborghini, Nissan e Mercedes, quem anunciava que a Bienal do Automóvel 2007 estava começando era, nada menos, que um Volkswagen Gol. O motor do carro gritava pelo ambiente suas características pra lá de excepcionais: 4 cilindros em linha, turbos comprimidos e 8.000 rpm.

Um Corvette C6 Targa estacionado no canto esquerdo do enorme galpão ouvia as roncadas ofegantes do Golzinho de arrancada. R$ 285.000,00 de sonho, uma pechincha se comparado ao preçinho de R$ 1.000.000,00 da Lamborghini Gallardo que permanecia sempre muito bem acompanhada pelos fãs no estande do Banco Mercantil do Brasil.
Rodas de aro 22 na picape Hilux! Já os Hot Rods carregam o primeiro sinal de tunning - Rodas de aro 22 na picape Hilux! Já os Hot Rods carregam o primeiro sinal de tunning

Talvez em outra situação o Toyota Camry, "Sonho de qualquer vovô", segundo um fanático por carros, Antônio Franco de 63 anos, chamaria mais atenção dos passantes. Ou mesmo o conversível da Volkswagem, Eos, "Tá na crise da meia idade, não tem dinheiro para comprar uma Ferrari? Pronto! Leva um Eos e seja feliz!", sugeriu Antônio. O Jetta caía no mesmo esquecimento. Dessa vez o carro concorria com o Honda Civic e o Toyota Corolla não por sucesso de venda, mas por carência de prestígio.

Bem no final do corredor eram exibidos os "Muscle Cars". Máquinas super-potentes fabricadas na década de 70 por empresas automobilísticas que competiam na produção de carros cada vez mais velozes. As "banheiras", "barcas" ou "beberrões" (uma alusão ao alto consumo de combustível) olhavam com os faróis ferozes para o adolescente boquiaberto que repetia freneticamente: "Estou apaixonado, estou louco, estou realmente muito apaixonado!". O garoto andava de um lado para o outro cantando o sentimento à cada novidade que encontrava.

A ala de carros modificados brilhava. As rodas cromadas penduradas até o teto dividiam espaço com enormes caixas de som. Bem em frente a um Audi A3 preto, não era outra simples Hilux bacana estacionada nas mediações de Belo Horizonte. Era uma Hilux com roda cromada de aro 22. Por alguns centímetros a roda não fica mais alta que a Ferrari 355 que descansa ali por perto. "Enquanto meus filhos curtem esse tunning horrível eu vou dar uma passeada no andar de cima para ver os Hot Rods", diz Carlos Magno, um visitante da Bienal de 63 anos: "Sou apaixonado por carros antigos. Meus filhos adolescentes curtem essas máquinas papagaiadas. Se você quer falar de carros, tudo bem! Mas vamos falar dos verdadeiros." Originados em meados da década de 50, os Hot Rods carregam o primeiro sinal de tunning da história automobilística. Os carros eram completamente depenados pelos donos para ficarem mais leves, eram rebaixados e tinham os motores colocados na parte dianteira. Tudo isso para ganhar mais velocidade e aerodinâmica. Nasciam os primeiros pegas, as primeiras infrações graves de trânsito.

Um verdadeiro espetáculo de emoções. A Bienal do Automóvel 2007 é uma atração e tanto para qualquer público. Os tiozões e vovôs têm diversão garantida com a exposição de carros antigos. Os amantes de veículos da última geração podem conferir o que há de mais moderno em questão de design e motor, começando pela Larmborhini Gallardo. Para os curiosos, o Rock Crawling mostra que é possível subir paredes de mais de 2 metros com um jipinho de pneus quase vazios. A criançada pode acelerar nas mini-motos ou na pistinha de kart enquanto os pais dão um rolé pela exposição. E, por fim, uma arena deixa à vista de todos um evento sensacional do segmento de duas rodas: O freestyle de motocross e o dirt bike com manobras insanas garantem adrenalina para crianças, jovens e adultos.

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